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Quase 18 anos depois, acusado de tentativa de latrocínio é condenado a 32 anos de prisão em Imperatriz

Um crime ocorrido em dezembro de 2008 voltou ao centro das atenções do Judiciário maranhense e teve, nesta quarta-feira (16), um desfecho que chama atenção principalmente pelo tempo transcorrido. A 3ª Vara Criminal de Imperatriz condenou Wellisson Rodrigues Leão a 32 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, pela tentativa de latrocínio contra duas vítimas.

Segundo a denúncia, o acusado entrou em um táxi Fiat Palio como passageiro e, durante o trajeto, anunciou o assalto. Ele teria obrigado o taxista Antônio Sebastião de Lima a conduzir o veículo até uma estrada no bairro Bom Jesus.

A situação ganhou contornos ainda mais graves quando Antônio tentou fugir do carro em movimento. Conforme consta no processo, o acusado perseguiu a vítima e abordou Norval Oliveira da Silva, que estava nas proximidades, obrigando os dois homens a entrar no veículo.

Em seguida, as vítimas foram levadas para um local afastado e ordenadas a deitar no chão. Ainda segundo a denúncia, Wellisson efetuou um disparo contra a cabeça de Antônio.

Reação das vítimas

Norval percebeu que também seria alvo dos disparos e entrou em luta corporal com o acusado. Durante o confronto, conseguiu tomar a arma, mas acabou atingido por um tiro no braço, com ferimento que atravessou até as costas.

Mesmo ferido, Antônio conseguiu ajudar Norval. O acusado fugiu do local, mas foi localizado posteriormente nas proximidades de João Lisboa, ainda portando objetos que haviam sido roubados do taxista.

O processo registra, ainda, que Wellisson confessou a autoria dos crimes.

Um desfecho que demorou quase duas décadas

O caso expõe uma realidade que costuma passar despercebida quando se olha apenas para o resultado final de uma sentença: entre o crime e a condenação passaram-se quase 18 anos.

A decisão da Justiça representa o encerramento de uma longa tramitação judicial para um episódio que deixou duas vítimas feridas e envolveu tentativa de execução durante um assalto. A condenação estabelece a pena definitiva de 32 anos de prisão.

Wellisson estava recolhido na Casa de Prisão Provisória de Rio Verde, em Goiás. Na sentença, a juíza Ivna Cristina de Melo Freire, titular da 3ª Vara Criminal de Imperatriz, concordou com o recambiamento do acusado para a comarca maranhense, conforme decisão da Justiça goiana.

Segundo a magistrada, a transferência é necessária para o acompanhamento regular do processo e para o cumprimento das determinações judiciais.

Mais do que o número de anos imposto na sentença, o caso deixa uma marca importante: crimes violentos podem atravessar anos de tramitação até alcançar uma resposta judicial. Para as vítimas, porém, o tempo do processo não apaga as consequências de uma violência que começou há quase duas décadas.

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Quase 18 anos após o crime, Wellisson Rodrigues Leão foi condenado pela tentativa de matar duas vítimas durante o assalto a um táxi; pena será cumprida inicialmente em regime fechado. #OMaranhaoSeInformaAqui 

Fonte: Assessoria de Comunicação – Corregedoria Geral da Justiça

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