Motociclistas concentram mais de 60% das internações por acidentes de trânsito no país
Os motociclistas representam a maioria das vítimas que chegam aos hospitais públicos após acidentes de trânsito no Brasil. Em 2024, o Sistema Único de Saúde (SUS) contabilizou 227.656 internações provocadas por ocorrências nas vias, das quais mais de 60% envolveram pessoas que estavam em motocicletas.
Os dados integram um levantamento da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) e da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede), elaborado a partir de informações do DataSUS. Conforme o estudo, aproximadamente 150 mil motociclistas precisaram ser hospitalizados ao longo do ano.
Além das consequências para as vítimas e suas famílias, o número crescente de internações pressiona a rede pública de saúde. Entre 2015 e 2024, cerca de 1,8 milhão de pessoas foram internadas pelo SUS em razão de acidentes de trânsito, com despesas hospitalares diretas estimadas em R$ 3,8 bilhões.
Internações cresceram 44% em dez anos
A quantidade de hospitalizações decorrentes de acidentes nas vias aumentou de forma expressiva na última década. Em 2015, foram registrados 157.602 atendimentos com internação. Em 2024, o total chegou a 227.656, uma alta de 44%.
O avanço dos registros evidencia que a violência no trânsito ultrapassa o debate sobre mobilidade urbana. O problema também afeta a saúde pública, ocupa leitos e gera custos elevados para o sistema hospitalar.
A participação predominante dos motociclistas torna esse grupo um dos principais focos das políticas de prevenção. A vulnerabilidade do condutor e do passageiro, aliada a comportamentos como excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas e uso incorreto dos equipamentos de proteção, aumenta o risco de lesões graves.
São Luís convive há mais de uma década com o alerta
Na capital maranhense, a preocupação com os acidentes envolvendo motocicletas não é recente. Em outubro de 2014, o Ministério Público do Maranhão (MPMA) já apontava São Luís entre as cidades com elevado número de ocorrências desse tipo.
Na época, o tema foi discutido em audiência pública na Câmara Municipal. Imprudência, excesso de velocidade, irregularidades no transporte de passageiros e utilização inadequada do capacete estavam entre os fatores associados aos acidentes.
Embora o levantamento mais recente apresente dados nacionais e não detalhe os números atuais de São Luís, o histórico local mostra que a segurança dos motociclistas permanece como um desafio para o poder público.
Fiscalização e educação são caminhos para reduzir ocorrências
A redução das mortes e internações depende de ações permanentes de fiscalização, melhoria da infraestrutura viária e educação para o trânsito. O cumprimento dos limites de velocidade, o uso correto do capacete e o respeito às regras de circulação são medidas capazes de diminuir os riscos.
As estratégias também precisam alcançar motoristas, ciclistas e pedestres. A segurança nas vias depende do comportamento de todos e de políticas públicas que priorizem a preservação da vida.
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A quantidade de hospitalizações decorrentes de acidentes nas vias aumentou de forma expressiva na última década. O numero de atendimentos com internação em 2024 chegou a 227.656, uma alta de 44%. #OMaranhaoSeInformaAqui
Fonte: Jornal Pequeno




