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Residência em ABA amplia atendimento a pessoas com autismo na rede pública de saúde do Maranhão

O projeto Residência em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) vem ampliando o acesso a terapias especializadas para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na rede pública de saúde do Maranhão. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e as faculdades Edufor e UNDB.

Considerado pioneiro no Brasil dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), o projeto combina atendimento especializado aos pacientes com a formação teórica e prática de novos profissionais para atuação na rede pública.

De acordo com os resultados apresentados durante evento realizado nesta semana, o programa já acompanha 255 pacientes em três unidades. No Centro Especializado em Reabilitação (CER) Cidade Operária, são 70 pacientes assistidos. No CER Anexo/TEA Olho D’Água, outros 85 pacientes recebem acompanhamento, enquanto o serviço TEA 12+ atende 100 pessoas.

Ao todo, as unidades participantes já registraram 7.136 procedimentos, demonstrando a ampliação da oferta de assistência especializada às pessoas com TEA.

Formação e atendimento especializado

A Residência em ABA foi criada com dois objetivos principais: ampliar a assistência às pessoas com autismo e qualificar profissionais para atuar na rede pública de saúde. A proposta aproxima a formação acadêmica da realidade dos serviços e permite que os residentes desenvolvam estratégias de intervenção diretamente relacionadas às necessidades dos pacientes e de suas famílias.

A primeira etapa do projeto começou em outubro de 2025 e contou com 20 bolsistas, entre preceptores, residentes acadêmicos e residentes profissionais. As atividades foram desenvolvidas no anexo TEA 12+ do Centro Especializado em Reabilitação (CER III) do Olho D’Água, no CER III da Cidade Operária e no Centro TEA 12+.

A segunda etapa teve início em junho de 2026 e reúne atualmente 22 bolsistas, entre preceptores, residentes acadêmicos e assistentes administrativos.

A formação inclui um treinamento teórico-prático de 40 horas em Análise do Comportamento Aplicada, seguido pelo processo de integração dos profissionais às unidades de saúde, com ambientação e capacitação sobre os procedimentos adotados nos serviços.

A previsão é que novas atividades do programa sejam iniciadas no Shopping da Criança a partir de outubro.

Para o presidente da Fapema, Nordman Wall, os resultados reforçam a importância da parceria entre pesquisa, formação profissional e serviços públicos de saúde.

“Ao garantir apoio a programas como este, contribuímos na formação de profissionais e pesquisadores que, no futuro, irão fortalecer a rede SUS em todo o Maranhão. A estratégia é unir conhecimento às necessidades reais da população.”

Participação das famílias

Outro diferencial do projeto é a participação das famílias no processo de cuidado. A integração entre familiares e profissionais de saúde contribui para o desenvolvimento de habilidades e para a continuidade das estratégias trabalhadas durante os atendimentos no cotidiano.

Além da assistência aos pacientes, o programa já promoveu ações de capacitação parental e produção acadêmica.

Entre os materiais desenvolvidos está a Cartilha ABA no SUS – Orientações para familiares e cuidadores de crianças com Transtorno do Espectro Autista, dividida em três volumes. O conteúdo aborda os fundamentos da ABA, comportamentos agressivos e autolesivos, organização da rotina e continuidade do cuidado.

O projeto também resultou na produção de 15 estudos de caso, elaborados a partir de informações registradas em prontuários, anamneses e registros diários dos pacientes.

Para a superintendente de Integração do Trabalho e da Educação da Diretoria Executiva de Gestão de Pessoas (DEGP) da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), Izabella Trinta Paes, a iniciativa contribui tanto para a qualificação da assistência quanto para a preparação de profissionais.

A coordenadora da residência pela Fapema, Nilze Dias, destacou que a experiência permite transformar o conhecimento científico em estratégias de intervenção aplicadas à realidade dos pacientes, contribuindo para a melhoria do atendimento oferecido pelo SUS.

Também participaram das atividades a supervisora ABA e psicóloga Larissa Ferreira Guimarães e o psicólogo Rafael Cantanhede Sena.

Com a ampliação da formação e dos atendimentos, a Residência em ABA busca fortalecer a assistência especializada às pessoas com TEA e aumentar a oferta de intervenções gratuitas na rede pública de saúde do Maranhão.

O Maranhão se informa aqui – CGJ-MA cria selo para reconhecer boas práticas de varas da Infância e Juventude   

Projeto reúne Fapema, SES e instituições de ensino e já contabiliza 7.136 procedimentos realizados em unidades especializadas. #OMaranhaoSeInformaAqui

Fonte: Secom/MA

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