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29 de agosto: Dia Nacional de Combate ao Fumo reforça alerta para prevenção e tratamento do câncer de pulmão

O Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, reforça a importância da prevenção de uma das doenças mais graves associadas ao tabagismo: o câncer de pulmão. Além de estimular o abandono do cigarro, a data chama atenção para a necessidade de reconhecer os sinais da doença e buscar diagnóstico o mais cedo possível.

No Brasil, o câncer de pulmão é o terceiro tipo de câncer mais frequente entre os homens, com aproximadamente 18 mil novos casos por ano, e o quarto entre as mulheres, com cerca de 14 mil casos anuais. No cenário mundial, a doença está entre as principais causas de morte por câncer.

Entre os diferentes tipos de câncer de pulmão, o câncer de pulmão de pequenas células (CPPC) é considerado um dos mais agressivos. Cerca de 60% a 85% dos pacientes são diagnosticados já com a chamada doença extensa (CPPC-DE), quando o câncer apresenta disseminação para além do pulmão e exige tratamento sistêmico.

A rápida evolução da doença e o diagnóstico frequentemente tardio estão entre os principais desafios enfrentados por pacientes e profissionais de saúde. Sem tratamento, a sobrevida de pessoas com CPPC-DE pode ser de apenas dois a quatro meses, segundo estudos citados no material médico-científico sobre a doença.

Tabagismo é principal fator de risco

O tabagismo continua sendo o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão e está relacionado à maioria dos casos. A exposição passiva à fumaça do cigarro, além da exposição a determinados poluentes e substâncias químicas, também pode aumentar o risco.

Por isso, a prevenção começa principalmente pela não utilização do cigarro e pela interrupção do tabagismo. A redução da exposição à fumaça do tabaco também contribui para diminuir os riscos à saúde.

Outro ponto fundamental é ficar atento aos sinais que podem indicar a doença. Entre os sintomas estão tosse persistente, falta de ar, dor no peito, rouquidão, cansaço excessivo, perda de peso sem causa aparente e presença de sangue no escarro.

Como esses sinais podem ser confundidos com problemas respiratórios comuns, muitas vezes o paciente demora a procurar atendimento. A identificação precoce pode aumentar as possibilidades de tratamento e melhorar os resultados clínicos.

Novas opções de tratamento

O tratamento do câncer de pulmão depende do tipo e do estágio da doença e pode envolver diferentes estratégias, como quimioterapia, radioterapia, cirurgia, imunoterapia e terapias direcionadas, conforme a avaliação da equipe médica.

No Brasil, uma nova alternativa foi incorporada ao cenário terapêutico neste ano. A Anvisa aprovou o serplulimabe, um anticorpo monoclonal anti-PD-1, para o tratamento de primeira linha de pacientes elegíveis com câncer de pulmão de pequenas células em estágio extenso.

O medicamento atua sobre o sistema imunológico, bloqueando a ação da proteína PD-1 e favorecendo a resposta do organismo contra as células tumorais.

A aprovação é baseada, entre outros dados, nos resultados do estudo global de fase 3 ASTRUM-005. De acordo com os dados apresentados, 21,9% dos pacientes que receberam serplulimabe combinado à quimioterapia permaneciam vivos após quatro anos, contra 7,2% daqueles tratados apenas com quimioterapia.

Os resultados são considerados relevantes diante da agressividade do CPPC-DE e das limitações históricas no tratamento da doença.

Para o médico Mauricio Morales Castillo, Diretor Médico Associado Global na área de medicamentos da Abbott, os avanços terapêuticos podem representar novas perspectivas para pacientes com uma doença que apresentou poucas mudanças significativas no tratamento ao longo de décadas.

A chegada de novas terapias, entretanto, não elimina um dos principais desafios da oncologia: garantir que os avanços científicos estejam disponíveis aos pacientes que precisam deles.

Acesso e diagnóstico continuam sendo desafios

As discussões realizadas durante o ASCO 2026, um dos principais congressos mundiais de oncologia, também destacaram a importância de ampliar o acesso ao diagnóstico e aos tratamentos inovadores.

Na América Latina, onde a incidência de câncer deve crescer significativamente nas próximas décadas, o desafio envolve reduzir a distância entre os avanços científicos e o atendimento oferecido aos pacientes.

No caso de tumores agressivos como o câncer de pulmão de pequenas células, o diagnóstico e o início do tratamento em tempo adequado são fatores fundamentais para ampliar as possibilidades de controle da doença.

A prevenção, portanto, continua sendo uma das principais estratégias. Não fumar, evitar a exposição à fumaça do cigarro e procurar avaliação médica diante de sintomas persistentes são medidas essenciais para reduzir riscos e favorecer a identificação de possíveis casos em estágios mais iniciais.

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Doença está entre os principais tipos de câncer no Brasil e, em muitos casos, é diagnosticada em estágio avançado; novas terapias ampliam as opções para pacientes. #OMaranhaoSeInformaAqui

Debora Rodriguesabbott@textual.com.br

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