Vacinação contra a gripe segue abaixo da meta no Maranhão e Balsas faz mobilização popular
A vacinação contra a gripe continua distante da meta estabelecida para o Maranhão. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) apontam que apenas 40,32% das pessoas que integram os grupos prioritários foram imunizadas em 2026. O índice representa menos da metade do público que deveria estar protegido e está muito abaixo da meta de 90%.
Diante desse cenário, o avanço da vacinação depende não apenas das ações das autoridades de saúde, mas também da participação popular e da mobilização das comunidades em Balsas e nos demais municípios maranhenses. A adesão da população é considerada fundamental para ampliar a proteção coletiva, especialmente entre crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
A vacina contra a influenza precisa ser tomada anualmente. Isso ocorre porque os vírus da gripe sofrem alterações frequentes e a composição do imunizante é atualizada de acordo com as cepas com maior possibilidade de circulação. Além disso, a proteção oferecida pela vacinação diminui com o passar do tempo.
Por isso, ter recebido a vacina no ano anterior não significa estar protegido para a temporada atual.
Baixa cobertura aumenta riscos
Embora a gripe seja frequentemente considerada uma doença comum, a influenza pode evoluir para quadros graves, principalmente entre pessoas que fazem parte dos grupos prioritários.
Segundo a enfermeira e professora de Medicina do IDOMED Açailândia, Taynara Logrado, a baixa adesão à vacinação favorece a circulação do vírus e aumenta o risco de surtos, atingindo inclusive pessoas mais vulneráveis.
“Quando poucas pessoas se vacinam, aumenta a circulação do vírus e cresce o risco de transmissão, justamente para aquelas pessoas que podem desenvolver formas mais graves da doença.”
A especialista explica que, entre os grupos de risco, a gripe pode provocar complicações importantes.
“A gripe pode provocar, nesses grupos de risco, pneumonia, descompensação de doenças cardíacas e respiratórias, necessidade de internação e, em situações mais graves, até mesmo levar à morte.”
Além dos riscos individuais, a baixa cobertura vacinal também pode aumentar a pressão sobre a rede pública de saúde.
“A vacinação não elimina todos os casos, mas reduz significativamente o risco de doença grave, hospitalização e morte, além de contribuir para proteger a coletividade”, completa Taynara.
Informação e participação da população
Entre os fatores que ajudam a explicar a baixa cobertura estão a percepção de que a gripe é uma doença simples, a circulação de informações falsas nas redes sociais, o medo de possíveis reações adversas e a falsa ideia de que a vacina pode provocar gripe.
Também existem dificuldades práticas que podem impedir a vacinação, como distância das unidades de saúde, incompatibilidade de horários, falta de transporte e desconhecimento sobre os locais e períodos das campanhas.
Nesse contexto, a participação das famílias e das comunidades pode contribuir para mudar o cenário. Em municípios como Balsas e em diferentes regiões do Maranhão, a mobilização popular pode ajudar a levar a informação até quem ainda não procurou uma unidade de saúde.
Para Taynara, familiares também têm papel importante, principalmente no acompanhamento de idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
“A família pode desempenhar um papel importante, apoiando idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas, ajudando no deslocamento, verificando a caderneta de vacinação e acompanhando as datas das campanhas.”
A enfermeira também alerta para a importância de buscar informações em fontes confiáveis antes de tomar decisões sobre a vacinação.
“Também é importante não compartilhar informações sem fonte confiável e seguir as orientações da Secretaria de Saúde. A vacinação é uma medida segura, acessível e de responsabilidade individual e coletiva.”
Para a especialista, ampliar a cobertura significa aumentar também a proteção de toda a sociedade.
“Quanto maior a cobertura, maior a proteção dos grupos que apresentam maior risco de complicações”, finaliza Taynara.
Com apenas quatro em cada dez pessoas dos grupos prioritários vacinadas, o Maranhão ainda tem um longo caminho para alcançar os 90% estabelecidos como meta. Nesse cenário, a adesão da população, o apoio das famílias e a mobilização nos municípios são fundamentais para ampliar a cobertura e reduzir o risco de complicações provocadas pela influenza.
Maranhão se informa aqui – Roberto Rocha inicia agenda de campanha em Balsas e defende mudanças na direção do Maranhão
Cobertura alcança apenas 40,32% do público prioritário no estado; meta é imunizar 90% e participação da população pode fazer a diferença em Balsas e nos municípios maranhenses. #OMaranhaoSeInformaAqui
Fonte: Cores Comunicação




