Investigação apura possível adoção irregular e falsa paternidade após resgate de crianças em Balsas
Duas crianças foram retiradas do ambiente onde viviam e encaminhadas para a Casa Abrigo de Balsas por determinação do Ministério Público, em um caso que reúne suspeitas de maus-tratos, adoções irregulares e possíveis fraudes em registros civis. A investigação, considerada complexa pelas autoridades, ainda está em andamento e busca esclarecer todas as circunstâncias envolvendo a origem das crianças e a legalidade dos vínculos familiares apresentados.
A atuação dos órgãos de proteção teve início após denúncias anônimas relatarem que as crianças viviam em situação de vulnerabilidade em um imóvel localizado no bairro São Caetano. As informações apontavam para condições insalubres, possíveis maus-tratos e que o casal responsável pelos menores seria usuário de drogas. A partir das denúncias, o Conselho Tutelar passou a acompanhar o caso e intensificou as diligências.
Durante a apuração, surgiram indícios de que as duas crianças não possuem vínculo biológico com as pessoas com quem residiam. Segundo as investigações, elas seriam naturais de mães diferentes, oriundas do estado do Pará, e podem ter sido inseridas em um contexto de adoções realizadas à margem dos procedimentos legais.
As informações preliminares apontam que, em 2024, uma mulher teria se deslocado do Pará para Balsas, onde deu à luz a primeira criança, registrando-a como filha do homem investigado. Já em 2025, outra mulher teria seguido o mesmo procedimento com uma segunda criança, também registrada como filha biológica do mesmo homem. Há suspeitas de que as despesas de deslocamento das duas gestantes até Balsas tenham sido custeadas pelo investigado, circunstância que também integra a apuração.
Agora, as autoridades buscam esclarecer como ocorreram os registros de nascimento, se houve falsidade ideológica, adoção irregular ou outros crimes previstos na legislação brasileira. Todos os envolvidos terão direito ao contraditório e à ampla defesa durante o andamento das investigações.
O acolhimento institucional das crianças foi executado pelo Conselho Tutelar em cumprimento à decisão do Ministério Público, tendo como prioridade garantir a integridade física e emocional dos menores. Elas permanecem sob proteção da Casa Abrigo até que a Justiça defina as medidas cabíveis em relação ao caso.
O episódio evidencia a importância das denúncias feitas pela população e da atuação integrada entre Conselho Tutelar, Ministério Público e demais órgãos de proteção à infância. Casos envolvendo crianças exigem resposta rápida e investigação criteriosa, especialmente quando há indícios de violação de direitos e possíveis irregularidades na constituição dos vínculos familiares.
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Acolhimento foi determinado pelo Ministério Público após apuração indicar ausência de vínculo biológico entre as crianças e o casal com quem viviam. #OMaranhaoSeInformaAqui
Fonte: Com informações do Programa Alerta Balsas, TV Capital, canal 8.1 – Balsas/MA




