Morder caneta e roer unhas: como hábitos de ansiedade detonam os dentes e causam bruxismo de vigilia
Morder tampas de caneta, roer unhas ou mastigar hastes de óculos durante o dia são ações corriqueiras — e muitas vezes automáticas — associadas ao estresse e à ansiedade. Especialistas advertem, porém, que esses hábitos parafuncionais podem causar prejuízos relevantes à saúde bucal: desgaste do esmalte, microfissuras, retração gengival e até disfunções na articulação temporomandibular (ATM), responsável pelos movimentos da mandíbula.
“O desgaste acontece de forma lenta e silenciosa. O paciente normalmente só percebe quando surgem sintomas crônicos, como sensibilidade ao frio ou calor e dores na face ou no pescoço”, explica a Dra. Brunna Bastos (GUM®), mestre e cirurgiã-dentista pela Faculdade de Odontologia da USP. Segundo a especialista, pressionar objetos rígidos contra os dentes gera sobrecarga mecânica contínua que, com o tempo, compromete a estrutura dental e a função mandibular.
Bruxismo de vigília e suas consequências
O bruxismo de vigília — o hábito inconsciente de apertar os dentes ou morder objetos enquanto se está acordado — está fortemente associado a estados de estresse e ansiedade. Além do desgaste dental, a condição pode provocar dores musculares, cefaleias e limitação nos movimentos da mandíbula.
O atrito constante com superfícies duras favorece a perda de tecido dentário, expondo a dentina e aumentando a sensibilidade. A mucosa bucal também sofre: o contato repetido pode causar lesões, aftas e inflamações que prejudicam a fala e a mastigação. Outro risco pouco percebido é a contaminação: objetos tocados com frequência — canetas, óculos, chaves — abrigam microrganismos que podem entrar por pequenas lesões na boca.
Cuidados imediatos e mudanças na rotina Dentistas recomendam uma combinação de medidas comportamentais e clínicas para frear o dano e proteger o sorriso. Entre as orientações mais comuns estão:
- Identificar e reduzir gatilhos emocionais que disparam o hábito (ansiedade, tédio, tensão).
- Evitar morder objetos e o hábito de roer unhas; substituir a ação por alternativas saudáveis (bolinhas antiestresse, masticáveis seguros).
- Manter acompanhamento odontológico regular para detectar desgaste precoce e orientar tratamentos restauradores quando necessários.
- Em casos de bruxismo significativo, considerar placas oclusais (protéticos de mordida), fisioterapia e avaliação com especialistas multidisciplinares.
- Adaptar a higiene: evitar cremes dentais altamente abrasivos (como alguns branqueadores) e optar por cremes para sensibilidade; usar escovas com cerdas ultramacias para reduzir o atrito.
- Tratar eventuais feridas na mucosa bucal para reduzir risco de infecções.
Embora a gestão da ansiedade seja essencial, a intervenção odontológica preventiva e reparadora é frequentemente necessária para limitar o avanço do desgaste e das disfunções articulares.
Produtos e praticidade na rotina Com a rotina sobrecarregada, a praticidade influencia a adesão aos cuidados diários. Produtos que facilitam a higiene interdental, como flossers (fio dental com haste), podem incentivar a manutenção do autocuidado mesmo em períodos de estresse, segundo profissionais ouvidos. Ainda assim, a escolha de produtos deve ser orientada por um dentista, especialmente quando já há sensibilidade ou perda de tecido dental.
Quando procurar um profissional Procure um dentista ao notar sensibilidade aumentada, dor facial ou na mandíbula, alterações na mordida, fraturas ou lascas nos dentes e lesões repetidas na mucosa. O diagnóstico precoce permite tratamentos menos invasivos e melhora o prognóstico funcional e estético.
Sobre a GUM® Lançada há mais de 60 anos nos Estados Unidos, a GUM® é a principal marca de cuidado bucal da Sunstar. A empresa, de origem japonesa e sede na Suíça, atua em mais de 90 países. No Brasil, a GUM® está presente desde 2014 com linhas para limpeza interdental, ortodontia, público adulto e infantil, comercializadas em mercados e farmácias.
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Especialistas alertam que manias como morder tampas e mastigar objetos provocam microfissuras no esmalte, retração gengival e disfunção da ATM. #OMaranhaoSeInformaAqui
Por Ester Jacopetti com adequações da Redação DSM




