Métricas para soja: RTRS testa indicadores que comprovam benefícios da agricultura regenerativa
Um projeto piloto da Mesa Redonda da Soja Responsável (RTRS) está desenvolvendo métricas específicas para avaliar os efeitos de práticas regenerativas diretamente no cultivo de soja em sistemas tropicais. O trabalho prático ocorre na Fazenda Água Quente, em Sapezal (MT), onde os testes buscam transformar práticas de campo em indicadores mensuráveis que comprovem ganhos ambientais e produtivos.
A iniciativa concentra-se em mensurar resultados no solo, biodiversidade, uso da água e controle de defensivos no contexto do cultivo de soja, além de verificar como práticas como plantio direto, plantas de cobertura, manejo integrado de pragas e uso de bioinsumos influenciam produtividade e resiliência das lavouras. Tecnologias de agricultura digital e telemetria são usadas para captar dados que sustentem os novos indicadores.
Na Fazenda Água Quente — propriedade de 20.473 hectares, com cerca de 15.876 hectares em produção agrícola e quadro de 336 colaboradores — a soja é a cultura central das medições. Na safra 2024/2025, a unidade registrou mais de 60 mil toneladas de soja certificada RTRS EURED, volume direcionado principalmente a mercados europeu e asiático, o que evidencia a importância de indicadores confiáveis para acesso a compradores exigentes.
O piloto busca complementar os critérios já consolidados do padrão RTRS (boas práticas agrícolas, saúde e segurança do trabalhador, rastreabilidade) com métricas voltadas à tropicalização do monitoramento: indicadores mais sensíveis à dinâmica de solo e clima da região, aderentes à realidade das lavouras de soja. A intenção é que essas métricas traduzam práticas regenerativas em benefícios técnicos e comerciais mensuráveis.
Representantes do projeto afirmam que experiências de campo foram essenciais para ajustar os critérios. Segundo a coordenação da RTRS, o feedback prático ajudou a tornar os indicadores mais aplicáveis aos desafios reais do cultivo de soja em regiões tropicais, ampliando a credibilidade do protocolo piloto.
Além de apoiar a sustentabilidade ambiental, os novos indicadores têm potencial para fortalecer a gestão agrícola, melhorar a saúde do solo e gerar diferenciais comerciais para a soja, facilitando o acesso a cadeias produtivas que exigem comprovantes técnicos sobre práticas regenerativas.
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Indicadores buscam traduzir saúde do solo, biodiversidade e uso de defensivos em parâmetros que valorizem a soja no mercado. #OMaranhaoSeInformaAqui




