O vale-refeição, um dos benefícios mais importantes para milhões de trabalhadores brasileiros, está perdendo sua capacidade de cumprir a principal missão: garantir a alimentação durante a jornada de trabalho. No Maranhão, a situação é ainda mais preocupante. Levantamento da Pluxee revela que, no primeiro semestre de 2026, o benefício foi suficiente para custear, em média, apenas sete dias úteis por mês, evidenciando a crescente perda do poder de compra diante da inflação dos alimentos.
Os números mostram que a conta já não fecha. O gasto médio por refeição chegou a R$ 50,80, enquanto a necessidade de complementação do benefício aumentou significativamente. O desembolso feito pelos trabalhadores com recursos próprios passou de 137,1% no primeiro semestre de 2025 para 167,4% em 2026, um crescimento de 30,3 pontos percentuais.
Na prática, isso significa que o vale-refeição deixou de ser suficiente para cobrir os custos básicos de alimentação durante todo o mês, obrigando milhares de profissionais a retirarem dinheiro do próprio orçamento para completar as despesas.
Outro dado curioso da pesquisa mostra mudanças no comportamento do consumidor. As compras realizadas por canais digitais registraram tíquete médio de R$ 56,49, superior ao das transações presenciais, indicando que muitos trabalhadores buscam alternativas para otimizar o uso do benefício e equilibrar os gastos.
O cenário observado no Maranhão acompanha uma tendência nacional. Em todo o Brasil, o vale-refeição passou a cobrir, em média, nove dias úteis por mês, contra dez dias no mesmo período de 2025. Pela primeira vez, o valor médio recebido pelos trabalhadores já não é suficiente para custear integralmente as despesas com alimentação, tornando obrigatório o complemento financeiro por parte do empregado.
Segundo a Pluxee, a principal explicação está no descompasso entre a inflação e o reajuste do benefício. Enquanto os preços da alimentação fora do lar subiram 6,22%, o valor do vale-refeição teve aumento médio de apenas 1,5%, reduzindo rapidamente sua capacidade de compra.
Mais do que um indicador econômico, os dados revelam um desafio social. A alimentação é um dos pilares da qualidade de vida e da produtividade no trabalho. Quando um benefício criado justamente para esse fim deixa de cumprir sua função, o impacto recai diretamente sobre o orçamento das famílias e reforça a necessidade de empresas e empregadores reavaliarem o valor concedido aos colaboradores.
O levantamento acende um alerta importante: sem reajustes compatíveis com a inflação, o vale-refeição tende a perder cada vez mais sua efetividade, transformando um benefício essencial em apenas um complemento insuficiente diante do aumento contínuo do custo de vida.
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Levantamento da Pluxee mostra que benefício cobre, em média, apenas sete dias úteis por mês, enquanto trabalhadores precisam aumentar o desembolso do próprio bolso para custear a alimentação. #OMaranhaoSeInformaAqui
Fonte: JeffreyGroup Brasil




