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Apreensões de canetas emagrecedoras ilegais crescem mais de 300% no Maranhão

O mercado clandestino de medicamentos para emagrecimento segue em expansão no Maranhão. Dados da Polícia Federal apontam que as apreensões de canetas e frascos irregulares passaram de 31 unidades em todo o ano de 2025 para 132 somente no primeiro semestre de 2026, um aumento de 325,8%.

O avanço do comércio ilegal tem sido alvo de operações das forças de segurança. Em fevereiro, a Receita Federal apreendeu, no terminal de cargas do Aeroporto de São Luís, 274 unidades de medicamentos, entre frascos de tirzepatida e canetas de Mounjaro e Retatrutida, avaliadas em aproximadamente R$ 264 mil. Em março, a Polícia Federal interceptou um passageiro transportando medicamentos sem autorização sanitária. Já em abril, a Polícia Civil deflagrou a Operação Agonista, que investigou a venda irregular desses produtos e crimes de lavagem de dinheiro.

A crescente procura por resultados rápidos na perda de peso tem impulsionado o mercado clandestino. Especialistas alertam que a compra de medicamentos por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, sem prescrição médica e sem garantia de origem, aumenta significativamente os riscos à saúde.

Segundo o professor do curso de Farmácia da Estácio e doutor em Ciências da Saúde, Hiran Reis Sousa, as chamadas canetas emagrecedoras são medicamentos de alta complexidade e exigem avaliação médica antes do início do tratamento. A indicação depende de critérios como índice de massa corporal (IMC), doenças associadas, histórico clínico e uso de outros medicamentos.

Além da consulta médica, o especialista destaca que o paciente deve realizar exames laboratoriais para avaliar glicemia, colesterol, triglicerídeos, função hepática e renal, hemograma e hormônios da tireoide antes do tratamento.

O uso indiscriminado pode provocar efeitos colaterais como náuseas, tonturas, fadiga, perda de massa muscular e óssea, além de complicações mais graves, como desidratação, pancreatite, problemas na vesícula biliar, distúrbios eletrolíticos e episódios de hipoglicemia em pacientes diabéticos.

Hiran Reis também alerta que o uso apenas por finalidade estética, sem indicação médica, pode resultar em deficiências nutricionais, perda excessiva de massa muscular e o chamado “efeito rebote”, caracterizado pela rápida recuperação do peso após a interrupção do medicamento.

O especialista reforça ainda que existem contraindicações importantes, como gravidez, amamentação, histórico de carcinoma medular da tireoide, síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (MEN2) e alergia aos componentes da medicação.

As autoridades orientam que medicamentos para emagrecimento sejam utilizados apenas com prescrição médica, acompanhamento de profissionais de saúde e adquiridos em estabelecimentos regularizados, evitando riscos associados ao mercado clandestino.

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Comércio ilegal cresce impulsionado pela busca por emagrecimento rápido e expõe consumidores a produtos sem garantia de procedência. #OMaranhaoSeInformaAqui 

Fonte: Cores Comunicação

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