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Agosto Verde Claro reforça importância da prevenção contra a leishmaniose, zoonose que preocupa autoridades de saúde

O mês de agosto é marcado pela campanha Agosto Verde Claro, dedicada à conscientização sobre a leishmaniose, uma das zoonoses de maior impacto no Brasil. A iniciativa ganha destaque com o Dia Nacional de Combate à Leishmaniose, celebrado em 10 de agosto, e busca ampliar o conhecimento da população sobre a doença, que pode atingir cães, seres humanos e outros animais.

Transmitida pela picada do mosquito-palha infectado por um protozoário do gênero Leishmania, a leishmaniose visceral é considerada uma doença grave. Sem tratamento adequado, pode evoluir para complicações severas e até levar à morte. O Brasil concentra a maior parte dos casos registrados nas Américas, tornando o enfrentamento da doença um importante desafio para a saúde pública.

Embora os cães não transmitam a doença diretamente às pessoas, eles desempenham papel importante no ciclo de transmissão. Quando o mosquito-palha pica um animal infectado, pode adquirir o parasita e transmiti-lo a outros animais e seres humanos em novas picadas. Por isso, especialistas destacam que proteger os cães contra o vetor é uma das estratégias mais eficazes para reduzir a circulação da doença.

Segundo a médica-veterinária Romeika Reis, integrante do Grupo de Estudos em Leishmaniose Animal (Brasileish), um dos principais desafios é que muitos cães permanecem sem sintomas por longos períodos ou apresentam sinais pouco específicos, como emagrecimento, apatia, lesões de pele, crescimento excessivo das unhas e aumento dos linfonodos. Quando os sintomas aparecem, a doença muitas vezes já está em estágio avançado.

Entre as principais medidas preventivas recomendadas por especialistas estão o uso de coleiras ou produtos repelentes contra o mosquito-palha, a realização periódica de consultas veterinárias, a limpeza de quintais e áreas externas, a instalação de telas em portas e janelas e a redução da exposição dos animais nos horários de maior atividade do inseto, como o entardecer e o amanhecer.

Especialistas também ressaltam que a prevenção deve integrar ações de saúde pública, envolvendo poder público, profissionais da medicina veterinária e tutores de animais. A conscientização da população e o controle do mosquito transmissor são considerados fundamentais para reduzir a disseminação da leishmaniose e proteger tanto os animais quanto a população.

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Doença transmitida pelo mosquito-palha pode afetar cães e humanos; especialistas orientam sobre medidas para reduzir a circulação do parasita.  #OMaranhaoSeInformaAqui 

Com informações da Assessoria de imprensa – Edelman Brasil

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