Consumo de medicamentos genéricos bate recorde e amplia acesso da população aos tratamentos
Os medicamentos genéricos consolidaram sua posição como uma das principais alternativas para o tratamento de doenças no Brasil. Em 2025, o segmento atingiu um marco histórico ao registrar a comercialização de 2,36 bilhões de unidades, crescimento de 8,33% em comparação com o ano anterior, segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos).
Além do avanço nas vendas, o estudo revela outro dado significativo: 92,7% dos brasileiros afirmam estar dispostos a substituir medicamentos de referência por suas versões genéricas. O levantamento também aponta que esses produtos foram vendidos com desconto médio de 69,83%, reforçando seu papel na redução dos custos com saúde para milhões de consumidores.
O cenário demonstra uma mudança definitiva na percepção da população. Lançados oficialmente no Brasil em 1999, com a criação da Lei dos Genéricos, esses medicamentos enfrentaram resistência nos primeiros anos, mas hoje são reconhecidos como opções seguras, eficazes e muito mais acessíveis.
Segundo a farmacêutica e professora do IDOMED Açailândia, Rayssa Bueno, o principal motivo para o menor preço está no processo de desenvolvimento. Após o vencimento da patente do medicamento de referência, os laboratórios podem produzir a versão genérica sem precisar repetir todas as etapas de pesquisa, desenvolvimento e testes clínicos realizadas para o medicamento original.
“O genérico é desenvolvido com base em um medicamento de referência já existente. Como não há necessidade de refazer todo o processo de pesquisa, os custos são menores e isso se reflete diretamente no preço final ao consumidor, sem comprometer a qualidade ou a eficácia do tratamento”, explica.
Outro fator que contribui para preços mais competitivos é a concorrência entre diferentes laboratórios, que podem fabricar o mesmo princípio ativo após o fim da exclusividade da patente. Essa disputa favorece o consumidor, ampliando as opções disponíveis nas farmácias.
A especialista também destaca que pequenas diferenças entre medicamentos de referência e genéricos estão apenas nos chamados excipientes — substâncias sem ação terapêutica, como corantes e outros componentes da formulação. O princípio ativo, responsável pelo efeito do medicamento, permanece o mesmo.
Para quem ainda tem dúvidas sobre a eficácia, Rayssa reforça que os medicamentos genéricos passam por rigorosos testes exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“Os genéricos são submetidos a estudos de bioequivalência e biodisponibilidade, que comprovam que possuem o mesmo princípio ativo, a mesma velocidade de absorção e a mesma eficácia terapêutica dos medicamentos de referência”, afirma.
Com preços significativamente menores e qualidade comprovada, os genéricos seguem ampliando o acesso da população aos tratamentos de saúde, tornando-se uma opção cada vez mais presente nas prescrições médicas e nas escolhas dos consumidores brasileiros.
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Levantamento mostra que 92,7% dos consumidores aceitam substituir medicamentos de referência; especialista explica por que os genéricos custam menos. #OMaranhaoSeInformaAqui
Fonte: Cores Comunicação




