O governo federal e o Instituto Alana vão destinar R$ 60 milhões para pesquisas e desenvolvimento de tecnologias voltadas à saúde menstrual, dor pélvica e endometriose. Do total, R$ 50 milhões serão aportados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do CNPq, e R$ 10 milhões pelo Instituto Alana, em uma parceria que busca fortalecer a produção científica e ampliar soluções aplicáveis ao SUS.
Os projetos serão escolhidos por chamada pública e deverão contemplar cinco eixos: causa e prevenção, diagnóstico, tratamento, biorrepositório e impacto social. Além do financiamento aos estudos, o Instituto Alana vai apoiar a criação de uma rede nacional estruturante de pesquisa, com ações de comunicação científica, ciência cidadã, apoio a pesquisadores e formação.
O anúncio foi feito em Brasília, nesta terça-feira, 9, e foi apresentado como o maior investimento já realizado pelo MCTI em pesquisas sobre a saúde da mulher. Segundo a ministra Luciana Santos, a iniciativa responde a um problema de saúde pública e reforça o papel da ciência na promoção da qualidade de vida das brasileiras.
A parceria também mira um desafio persistente: a subnotificação e o atraso no diagnóstico da endometriose, doença crônica que atinge cerca de uma em cada dez meninas e mulheres e pode levar anos para ser identificada. De acordo com o Ministério da Saúde, a condição e as dores pélvicas afetam a rotina escolar, o trabalho e a saúde mental de milhões de brasileiras.
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Iniciativa quer reduzir o atraso no diagnóstico e ampliar soluções para meninas e mulheres afetadas pela doença. #OMaranhaoSeInformaAqui
Com informações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República




