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Filme maranhense leva ao Festival Visões Periféricas a realidade dos catadores e dos resíduos sólidos no Brasil

O Maranhão será representado no 19º Festival Visões Periféricas pelo premiado curta-metragem “Cata” (2025), documentário dirigido pelo cineasta maranhense Lucas Sá que lança um olhar sensível sobre um dos maiores desafios ambientais e sociais do país: a gestão dos resíduos sólidos e a realidade enfrentada diariamente pelos catadores de materiais recicláveis.

Único representante maranhense na programação do festival, o filme aborda o cotidiano de trabalhadores que exercem papel fundamental na cadeia da reciclagem, mas que ainda convivem com condições precárias, invisibilidade social e a permanência dos lixões em diversas regiões brasileiras. A produção reforça a importância da valorização desses profissionais e amplia o debate sobre sustentabilidade, inclusão social e políticas públicas para o setor.

O Festival Visões Periféricas acontece entre os dias 23 e 26 de julho, reunindo 69 produções audiovisuais selecionadas entre 856 inscrições, um crescimento de cerca de 70% em relação à edição anterior. Reconhecido por valorizar o cinema produzido fora dos grandes centros urbanos, o evento reúne obras de 18 estados brasileiros, com sessões presenciais e exibições gratuitas online.

Nesta edição, os filmes exploram temas como memória, identidade, meio ambiente, desigualdades sociais, culturas tradicionais, vida nas cidades e precarização do trabalho. As produções estão distribuídas em sete mostras, incluindo quatro competitivas, nas quais os vencedores serão escolhidos por um júri especializado, além da premiação do público.

Além das exibições presenciais, parte da programação estará disponível gratuitamente por streaming na plataforma Itaú Cultural Play, entre 23 de julho e 6 de agosto, ampliando o acesso do público às produções selecionadas.

Cinema periférico em expansão

Ao completar duas décadas de história, o Festival Visões Periféricas reafirma seu papel na valorização do audiovisual independente brasileiro. Segundo a organização, o evento acompanha a evolução do cinema produzido nas periferias e fora dos grandes polos de produção, revelando novas narrativas, linguagens e olhares sobre questões sociais, ambientais e culturais.

Nesse contexto, “Cata” representa não apenas o talento do cinema maranhense, mas também a força do documentário como instrumento de reflexão sobre desafios que afetam milhões de brasileiros. Ao dar voz aos catadores de materiais recicláveis, o curta evidencia uma realidade frequentemente invisibilizada e reforça a necessidade de discutir soluções sustentáveis para a destinação dos resíduos sólidos e a inclusão desses trabalhadores na economia da reciclagem.

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Premiado curta-metragem dirigido por Lucas Sá é o único representante do Maranhão no festival e retrata a dura realidade dos lixões e o trabalho dos catadores de materiais recicláveis. #OMaranhaoSeInformaAqui

Por Júnia AzevedoASSESSORIA DE IMPRENSA

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