O novo Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, acendeu um alerta sobre o avanço da violência no Maranhão. O estudo aponta que sete cidades maranhenses estão entre os 51 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes e maiores índices de homicídio do país.
As cidades de Imperatriz, Caxias, Balsas, Timon, Açailândia, Bacabal e Codó aparecem no levantamento nacional, evidenciando o agravamento da criminalidade no interior maranhense e a expansão da violência para além da Região Metropolitana de São Luís.
O tema foi destaque na sessão desta quarta-feira (27), na Assembleia Legislativa do Maranhão, durante pronunciamento do deputado estadual Carlos Lula, que classificou os números como preocupantes e cobrou medidas urgentes do poder público para conter o avanço da violência letal no estado.
Segundo o parlamentar, enquanto diversas regiões do país registraram redução nos índices de homicídios, o Maranhão apresentou crescimento nos indicadores de violência.
“O Brasil reduziu a violência letal. O Maranhão aumentou. Isso precisa ser tratado com a seriedade que o tema exige”, afirmou o deputado na tribuna.
Carlos Lula destacou ainda que o avanço da criminalidade no interior revela fragilidades estruturais na presença do Estado em áreas estratégicas, principalmente em municípios afastados dos grandes centros urbanos.
“A violência deixou de ser um problema concentrado apenas nas capitais. Hoje ela avança pelo interior, justamente onde o Estado chega menos com inteligência, prevenção e estrutura de segurança pública”, declarou.
Entre os dados que mais chamaram atenção está a situação de Imperatriz, que, segundo o parlamentar, possui taxa proporcional de homicídios superior à registrada em grandes capitais brasileiras como Salvador, Recife e Fortaleza.
Além do aumento da violência letal, o deputado também alertou para o crescimento dos casos de violência contra mulheres, mortes por arma de fogo e a vulnerabilidade da juventude negra no Maranhão.
Diante do cenário, Carlos Lula anunciou que irá encaminhar uma indicação ao Governo do Estado e à Secretaria de Estado da Segurança Pública solicitando a criação de um plano emergencial de combate à violência, com ações específicas voltadas aos municípios citados no Atlas da Violência.
Entre as medidas defendidas estão o fortalecimento da inteligência policial, ampliação da presença das forças de segurança no interior, estabelecimento de metas de redução de homicídios, atualização do Plano Estadual de Enfrentamento ao Feminicídio e investimentos em políticas públicas de proteção à juventude.
“Segurança pública não pode funcionar apenas na lógica da reação. É preciso planejamento, prevenção, inteligência e presença permanente do Estado”, afirmou.
Ao encerrar o pronunciamento, o parlamentar reforçou que os números apresentados pelo Atlas da Violência devem servir como alerta para o Maranhão.
“Estamos falando de vidas, de famílias destruídas. O Maranhão precisa enfrentar esse problema com prioridade e responsabilidade”, concluiu.
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O estudo aponta que sete cidades maranhenses: Imperatriz, Caxias, Balsas, Timon, Açailândia, Bacabal e Codó estão entre os 51 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes e maiores índices de homicídio do país. #OMaranhaoSeInformaAqui
Fonte: Secom – Alema




