Em Balsas: vereador volta a ser preso em investigação sobre assassinato em Santa Filomena (PI)
Investigado por suspeita de envolvimento no planejamento do assassinato de Luís Carlos do Nascimento, ocorrido em 3 de outubro de 2025, no município de Santa Filomena (PI). O vereador Hélio Sousa Neto, do Maranhão, foi preso preventivamente nesta segunda-feira (10), em Balsas, no sul do estado, durante uma operação da Polícia Civil do Piauí.
Além do parlamentar, um assessor dele também foi preso. A operação foi realizada pela Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), com apoio das delegacias de Gilbués, Corrente e Uruçuí.
Hélio Sousa Neto já havia sido preso temporariamente em fevereiro deste ano, no decorrer da investigação. De acordo com a Polícia Civil, novos elementos reunidos durante a apuração levaram os investigadores a solicitar a conversão da medida em prisão preventiva.
A polícia afirma ter identificado novos indícios que apontariam para uma possível participação do vereador no planejamento e na logística do homicídio. Os detalhes desses elementos, porém, não foram divulgados.
Investigação aponta possível motivação por vingança
Uma das principais linhas investigativas trabalha com a hipótese de que o assassinato de Luís Carlos do Nascimento tenha sido motivado por vingança.
A suspeita está relacionada à morte de Antônio Sousa Neto, irmão do vereador, ocorrida em 2024, em Riachão (MA). Segundo a investigação, Luís Carlos havia sido preso anteriormente pela morte de Antônio, mas respondia ao processo em liberdade havia cerca de um ano quando foi assassinado.
A Polícia Civil considera essa circunstância um dos elementos para investigar a possível motivação do crime.
Veículo usado no crime teria sido alugado em Balsas
Durante as diligências, os investigadores identificaram que o veículo apontado como utilizado na execução do homicídio teria sido alugado pelo próprio vereador em uma locadora de Balsas.
Segundo a Polícia Civil, informações obtidas por meio de trabalho de inteligência e análise técnica indicam uma possível participação de Hélio Sousa Neto na organização do crime.
As investigações são conduzidas pela Delegacia de Gilbués e pela Seccional de Corrente, no Piauí.
Vereador negou envolvimento
Após a primeira prisão, em fevereiro, Hélio Sousa Neto divulgou uma nota na qual negou qualquer participação no crime e afirmou ser inocente. Na ocasião, disse ter tomado conhecimento das acusações por meio de publicações nas redes sociais.
O vereador afirmou ainda confiar na Justiça e nas instituições e declarou estar à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.
Em trecho da nota, Hélio Sousa Neto afirmou que seguiria colaborando com as autoridades e pediu respeito ao devido processo legal.
A defesa ou uma nova manifestação do vereador sobre a prisão preventiva desta segunda-feira (10) não foi informada até a publicação desta matéria.
As investigações continuam, e a prisão preventiva não representa condenação. O vereador permanece com o direito à ampla defesa e ao contraditório no curso do processo.
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Investigação da Polícia Civil do Piaui, aponta possível motivação por vingança e identifica veículo supostamente usado no crime, alugado em Balsas. #OMaranhaoSeInformaAqui
Com informações do Imirante.com




