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As pessoas e o ambiente organizacional neste cenário disruptivo; mídias sociais e mudanças

A Unibalsas promoveu um workshop voltado para acadêmicos dos cursos de Administração e Gestão Comercial aberto a toda comunidade acadêmica e externa.

Segundo a coordenadora do Curso de Administração e Pós-Graduação, prof. Maria de Lurdes Nunes, disruptivo é um termo novo na língua portuguesa. “É o que chamamos de neologismo; uma palavra nova que entra para dizer que o correto hoje, em gestão de pessoas, amanhã pode não ser mais. Uma vez que as mudanças no ambiente organizacional estão sempre ocorrendo e novas estratégias de leitura destes ambientes surgem, é cada vez mais discutido a inovação disruptiva. Com o avanço da tecnologia, não existem mais limites. Sendo inúmeras as formas de cada gestor aplicar esses conceitos em suas estruturas organizacional, é de extrema importância a avaliação dos processos e resultados da organização a fim do aumento da produtividade, por vezes provocando uma ruptura com os padrões, modelos ou tecnologias já estabelecidos no mercado. O que sobrevive é o colaborador e o empresário ter consciência de que as mudanças estão postas igualmente para grandes, médias e pequenas empresas”, comentou.

É necessário sair da inércia e ficar fora da zona de conforto, viver com as tecnologias atuais como Microservices e Continuous Delivery, tecnologias emergentes como Blockchain, Chatbots, Inteligência Artificial, Watson Health, Realidade Virtual, Realidade Aumentada e Open Innovation, Quantum Computing e, com a consequente, Teoria da Singularidade.

Rogério Bohn

Rogério Bohn, administrador, engenheiro civil, mestre em administração com ênfase em Recursos Humanos, ministrou a palestra. Em sua abordagem destacou:

Comportamento nas mídias sociais

“Muitas pessoas têm comportamentos nas redes sociais diferentes de sua forma de interagir nos relacionamentos pessoais no dia a dia; às vezes, se tem a sensação de que são duas pessoas diferentes: uma, das mídias sociais, e outra, dos relacionamentos pessoais. Quando, na verdade, tudo que a pessoa posta nas redes sociais, facebook, twiter, whatsapp, instagram e outros, fica registrado. Por exemplo: uma pessoa que tem o costume de postar fotos bebendo em festas; o que acontece? Quando vai fazer uma entrevista de emprego, a empresa investiga suas mídias sociais e encontra o entrevistado fazendo alguma coisa que pode não ser nada de mal. O problema é que só postar essas coisas pode levar a empresa a entender que a pessoa não serve. A pessoa diz, na entrevista, ou para um cliente, que ela é tolerante, gosta de lidar com a diversidade e, nas mídias sociais, está lá: ‘eu odeio isso, odeio aquilo’. Isto é incoerente. As questões políticas partidárias, brigas, são situações que não levam a nada; e as consequências aparecem na vida real. Temos que pensar muito bem o que estamos deixando em nossas mídias sociais, pois fica registrado e muita gente vê, as empresas veem”, enfatizou.

Abertura para as mudanças

A grande questão que todos nós temos que responder: essa atividade que desenvolvo, hoje, vai continuar existindo nos próximos cinco anos? O que vai mudar no mundo nos próximos anos e de que forma isso vai me afetar? Um exemplo são os aplicativos Uber, 99. De certa forma, substituíram a importância dos táxis, nas grandes e médias cidades. Porém, na sequencia disso, os próprios motoristas desses aplicativos também vão ser substituídos por carros autônomos que, em alguns países, já estão sendo utilizados. A pessoa diz onde está e para onde quer ir e o veículo a leva. Precisamos tomar cuidado para não sermos tragados por essa onda de mudanças. Temos que perceber o que podemos fazer de diferente, o que podemos melhorar, que tipo de nova capacitação precisamos ter, pra que, com as mudanças que estão acontecendo, não sejamos vítimas, mas que possamos as aproveitar a nosso favor. Sem dúvidas, as pessoas têm dito que têm lidado de maneira correta à situações sobre questões, como a intolerância e adaptabilidade, mas não entendem que o mundo mudou. O presidente de uma empresa com 70 anos de mercado, fábricas em 28 países e mais de 15 mil funcionários, disse: ‘Se nos próximos dois anos, eu fizer a mesma coisa que fiz nos 70, a empresa não sobrevive’. É um momento de pensar diferente e entender que a mudança é inevitável ou porque você quer ou porque você será obrigado”, acrescentou.

Autoconhecimento

“Precisamos ter consciência dos nossos pontos fortes e fracos; o que precisamos desenvolver mais, pensar se temos dificuldades com comunicação, relacionamentos. É preciso ter consciência disso, buscar desenvolver e, por outro lado, entender onde somos bons. É aí que vamos desenvolver os nossos diferenciais, o que nos diferencia e nos ajuda a ganhar espaço, tanto na vida profissional, como nos relacionamentos”, finalizou.

No período noturno, foi realizado uma palestra voltada para inovação. O tema abordado foi “Novas tecnologias e o fim da ciências de foguetes”, cujo palestrante, Fernando Rych, é especialista em tecnologia e em comunidades tecnológicas e é gerente de comunidade da IBM. O evento foi aberto para toda comunidade acadêmica e externa.

Acadêmicos da Unibalsas participando da palestra
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