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UFMA e Codevasf inauguram unidade que transforma resíduos do pescado em produtos de alto valor agregado no MA

A Universidade Federal do Maranhão e a Codevasf inauguraram, nesta quinta-feira (28), em São Luís, a Unidade de Manufatura Contratada de Pescado e Bioinsumos, estrutura voltada ao aproveitamento tecnológico de resíduos da pesca e da aquicultura para produção de bioativos e insumos de alto valor agregado.

Instalada na Cidade Universitária Dom Delgado, campus da UFMA, a unidade faz parte do projeto “Desenvolvimento de Unidade Piloto de Produção e Certificação de Bioativos da Amazônia Maranhense”, executado por meio de parceria entre a universidade e a Codevasf, com investimento de R$ 1 milhão.

Também foi inaugurado o Open Lab de Biotecnologia da UFMA, espaço criado para fortalecer pesquisas em bioativos, bioprocessos e bioeconomia no Maranhão. O laboratório funcionará em modelo aberto, permitindo acesso de pesquisadores, estudantes, empresas e instituições parceiras a equipamentos modernos e suporte técnico especializado para desenvolvimento de inovação tecnológica.

A cerimônia contou com a presença do ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, do reitor da UFMA, Fernando Carvalho Silva, do superintendente regional da Codevasf no Maranhão, Clóvis Paz, além de representantes da comunidade acadêmica.

O projeto aposta em tecnologias limpas e inovação para transformar resíduos do pescado em produtos utilizados pelas indústrias farmacêutica, cosmética, biomédica e alimentícia. Entre os materiais reaproveitados estão cabeça, pele, ossos, escamas, vísceras e bexiga natatória, dos quais podem ser extraídos colágeno, ácido hialurônico, hidroxiapatita e óleos ricos em ácidos graxos essenciais.

Segundo a UFMA, até 70% do pescado processado acaba se tornando resíduo, o que amplia o potencial econômico da iniciativa. A proposta busca fortalecer a cadeia produtiva do pescado no Maranhão, reduzir impactos ambientais e ampliar oportunidades de renda para pescadores, cooperativas e comunidades tradicionais.

Para o superintendente da Codevasf no Maranhão, Clóvis Paz, a iniciativa representa um avanço estratégico para a bioeconomia regional. “Estamos transformando resíduos que antes eram descartados em produtos valorizados no mercado, fortalecendo a pesca, a aquicultura e gerando novas oportunidades econômicas para o estado”, destacou.

O reitor da UFMA, Fernando Carvalho Silva, ressaltou que o novo espaço permitirá ampliar pesquisas voltadas aos bioativos da Amazônia Maranhense e agregar valor à biodiversidade brasileira.

Além da produção de bioinsumos, o projeto prevê transferência de tecnologia e prestação de serviços para cooperativas, associações e empresas privadas, incentivando o aproveitamento integral dos resíduos da atividade pesqueira e práticas alinhadas à Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Entre os subprodutos com maior potencial econômico está a bexiga natatória, conhecida popularmente como “grude”. Dados do sistema ComexStat apontam que o Brasil exportou cerca de 637 toneladas do produto em 2020, movimentando aproximadamente R$ 2,13 bilhões. A maior demanda vem do mercado asiático, especialmente da China e de Hong Kong, onde o item é utilizado tanto na gastronomia quanto na medicina tradicional chinesa.

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O projeto agrega valor à pesca e à aquicultura, e promove aproveitamento sustentável de resíduos do pescado, com oportunidades econômicas para comunidades tradicionais e cadeia produtiva da pesca no estado. #OMaranhaoSeInformaAqui

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