Polícia Civil não identifica, até o momento, transfobia em briga envolvendo influenciadora em Balsas
Delegado responsável afirma que depoimentos e imagens analisados até agora apontam para um desentendimento entre duas mulheres; investigação ainda não foi concluída
A Polícia Civil do Maranhão informou que, até o momento, não identificou elementos que indiquem motivação transfóbica na agressão envolvendo a influenciadora digital cearense Lea Reis, mulher trans com mais de 310 mil seguidores nas redes sociais, em um bar de Balsas, no sul do Maranhão.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais depois que Lea Reis afirmou ter sido vítima de agressão e transfobia durante o episódio. Desde então, a Polícia Civil passou a analisar imagens de câmeras de segurança, ouvir testemunhas e colher depoimentos das pessoas envolvidas.
Segundo o delegado Roosevelt Kenedy Monteiro, responsável pela investigação, os elementos reunidos até agora indicam que houve um desentendimento entre duas mulheres, seguido de agressão, mas não foram encontrados indícios de que o episódio tenha sido motivado pela identidade de gênero da influenciadora.
De acordo com o delegado, a vítima e a investigada já foram ouvidas, assim como algumas testemunhas. A apuração, entretanto, ainda está em andamento, com novos depoimentos previstos e outras imagens sendo coletadas e analisadas.
“Por tudo que foi apurado até o momento, o que se pode dizer é que não houve agressão motivada por identidade de gênero”, afirmou o delegado.
As imagens fornecidas pelo estabelecimento continuam sendo examinadas pela Polícia Civil e devem contribuir para esclarecer a dinâmica completa do episódio, incluindo os momentos que antecederam a primeira discussão e o que ocorreu posteriormente.
Defesa da investigada se manifesta
A defesa da mulher apontada como autora da agressão também se manifestou publicamente pela primeira vez após a repercussão do caso.
A advogada Gabriele Couto afirmou que não nega a ocorrência da agressão, mas sustenta que o episódio não teve relação com a identidade de gênero de Lea Reis. Segundo a defesa, houve uma discussão entre as duas mulheres, com agressões verbais e puxões de cabelo, que posteriormente evoluíram para a agressão física.
A advogada também afirmou que sua cliente não conhecia a influenciadora anteriormente e que teria sido alvo de ameaças após a ampla divulgação do caso nas redes sociais.
Segundo a defesa, a investigada é mãe de duas crianças pequenas e familiares também teriam sido afetados pela repercussão do episódio.
Novas imagens são analisadas
Um dos pontos que passaram a integrar a investigação são imagens registradas após o primeiro episódio. Segundo a Polícia Civil, os vídeos mostram a investigada aparentemente sendo agredida por pessoas que acompanhavam a influenciadora.
A mulher já realizou exame de corpo de delito, mas, conforme informado pela polícia, ainda não registrou boletim de ocorrência relacionado a essa segunda situação.
A análise dessas imagens deverá ajudar a Polícia Civil a estabelecer a sequência dos acontecimentos e verificar eventuais responsabilidades de todas as pessoas envolvidas.
Polícia alerta sobre ameaças nas redes sociais
Diante da grande repercussão do caso na internet, a Polícia Civil e a defesa também fizeram um alerta sobre comentários e mensagens publicados nas redes sociais.
O delegado Kennedy orientou que usuários tenham cautela ao fazer acusações ou publicar mensagens de ameaça, inclusive comentários de caráter transfóbico. Dependendo do conteúdo e das circunstâncias, manifestações feitas na internet podem configurar crime e gerar responsabilização para quem as publica.
A recomendação é que eventuais denúncias sejam encaminhadas às autoridades competentes, evitando a divulgação de informações não confirmadas ou acusações sem comprovação.
Investigação continua
Apesar dos elementos já reunidos, a investigação ainda não foi concluída. A Polícia Civil deverá ouvir outras testemunhas, analisar novos vídeos e reunir os demais elementos de prova antes de finalizar o procedimento.
Ao término da apuração, o caso deverá ser encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que analisarão as circunstâncias do episódio e eventuais responsabilidades.
Até a conclusão da investigação, permanecem em análise as versões apresentadas pelas partes e todos os elementos reunidos pela Polícia Civil.
O Maranhão se informa aqui – Em Balsas: vereador volta a ser preso em investigação sobre assassinato em Santa Filomena (PI)
Delegado responsável afirma que depoimentos e imagens analisados até agora apontam para um desentendimento entre as envolvidas; investigação ainda não foi concluída. #OMaranhaoSeInformaAqui
Com informações da TV Capital, canal 8.1 – Balsas/MA




