Vazio sanitário da soja termina e fiscalização do algodão começa na região de Balsas
O vazio sanitário da soja foi encerrado em 30 de setembro na Região Produtiva I, que reúne 13 municípios da área de atuação da Unidade Regional da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) em Balsas. Com o fim do período de 90 dias sem plantas de soja no campo, o plantio da nova safra está liberado.
Durante a fiscalização, a Aged vistoriou 150 propriedades rurais e realizou aproximadamente 900 atividades educativas, uma média de seis ações por propriedade. Segundo o órgão, não foram registradas autuações relacionadas ao descumprimento das regras do vazio sanitário e do calendário de semeadura.
As autuações identificadas ocorreram por descarte irregular de embalagens vazias de agrotóxicos e produtos afins, encontradas a céu aberto e em desacordo com as orientações dos fabricantes.
Segundo Eugênio Pires, chefe da Unidade Regional da Aged em Balsas, a fiscalização do vazio sanitário da soja ocorreu sem intercorrências e contou com apoio das unidades regionais de São João dos Patos e Presidente Dutra.
“Foi uma fiscalização bem tranquila nos 90 dias, sem nenhuma intercorrência. Foram fiscalizados 13 municípios e, com o apoio das unidades regionais, foi possível alcançar as metas estabelecidas pelo Estado”, afirmou.
Vazio sanitário do algodão
Com o encerramento do período da soja, a Aged iniciou, em 1º de outubro, a fiscalização do vazio sanitário do algodão. A medida segue até 30 de novembro, conforme a Portaria nº 497/2018, e determina a eliminação de plantas vivas de algodão, incluindo as chamadas tigueras e soqueiras, nas áreas de cultivo.
O objetivo é interromper o ciclo de reprodução do bicudo-do-algodoeiro, uma das principais pragas que afetam a cultura e podem provocar prejuízos às lavouras.
Na região de Balsas, a produção de algodão está concentrada em áreas como a Serra do Medônio, em Alto Parnaíba; Serra dos Penitentes, abrangendo áreas de Alto Parnaíba e municípios da região; e os Gerais de Balsas.
De acordo com a Aged, mais de 33 mil hectares de áreas cultivadas com algodão serão alvo das fiscalizações. Os produtores deverão eliminar as soqueiras por métodos químicos, mecânicos ou pela combinação das duas técnicas.
A agência também fiscalizará o transporte do algodão, que deverá ser realizado de forma adequada para evitar o derramamento de material nas rodovias e vias públicas. A medida busca impedir o surgimento de plantas voluntárias, conhecidas como tigueras, que podem contribuir para a disseminação do bicudo-do-algodoeiro.
“O vazio sanitário do algodão busca quebrar o ciclo de reprodução do bicudo-do-algodoeiro, um inseto que causa grandes prejuízos à cultura. O Maranhão é um dos grandes produtores de algodão do Brasil”, explicou Eugênio Pires.
As fiscalizações contarão novamente com apoio da Regional da Aged de Presidente Dutra.
A Aged orienta os produtores que tenham dúvidas sobre as regras do vazio sanitário a procurar a unidade do órgão mais próxima para obter informações e orientações.
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Fiscalização da soja alcançou 150 propriedades em 13 municípios; vazio sanitário do algodão segue até 30 de novembro para combater o bicudo-do-algodoeiro.. #OMaranhaoSeInformaAqui
Com informações do Programa Alerta Balsas, TV Capital, canal 8.1 – Balsas/MA




