Câncer de pulmão ainda é o tipo mais letal da doença e registra 2,5 milhões de novos casos por ano
O câncer de pulmão continua sendo o tipo de câncer que mais provoca mortes em todo o mundo. Neste 1º de agosto, Dia Mundial de Combate ao Câncer de Pulmão, especialistas reforçam a importância da prevenção, do abandono do tabagismo e do diagnóstico precoce para aumentar as chances de tratamento e sobrevida dos pacientes.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença registra cerca de 2,5 milhões de novos casos e provoca aproximadamente 1,8 milhão de mortes todos os anos. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 32 mil novos diagnósticos anuais, sendo aproximadamente 18 mil entre homens e 14 mil entre mulheres.
De acordo com a oncologista Dra. Fernanda Ronchi, médica-chefe do Serviço de Oncologia do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, cerca de 85% dos casos estão relacionados ao tabagismo, mas a doença também pode afetar pessoas que nunca fumaram. Fatores como predisposição genética, exposição à poluição, agentes químicos no ambiente de trabalho e o tabagismo passivo também aumentam o risco.
A especialista explica que o câncer de pulmão costuma evoluir de forma silenciosa, o que faz com que muitos pacientes recebam o diagnóstico apenas em fases avançadas. Entre os principais sintomas estão tosse persistente, falta de ar, dor no peito, rouquidão, perda de peso sem explicação, cansaço excessivo e presença de sangue no escarro.
Embora os tratamentos tenham evoluído com terapias-alvo, imunoterapia e abordagens cada vez mais personalizadas, o diagnóstico precoce continua sendo determinante para melhores resultados.
Os especialistas reforçam que a melhor forma de prevenção é não fumar ou abandonar o cigarro, além de evitar a exposição à fumaça do tabaco, adotar hábitos saudáveis, praticar atividades físicas, manter alimentação equilibrada e realizar acompanhamento médico, especialmente no caso de fumantes e ex-fumantes. Nesses grupos, exames de rastreamento podem contribuir para identificar a doença ainda em estágios iniciais, aumentando significativamente as chances de sucesso no tratamento.
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Especialistas destacam que a maioria dos casos está ligada ao tabagismo, mas doença também pode atingir pessoas que nunca fumaram. #OMaranhaoSeInformaAqui
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