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Pequenos negócios crescem no Maranhão e MEIs lideram novas formalizações

O Maranhão registrou 58.698 novos pequenos negócios entre janeiro e setembro de 2026, um crescimento de 20,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 48.716 aberturas. Os dados são de levantamento do Sebrae, com base em informações da Receita Federal e do IBGE, e apontam quase 10 mil novas formalizações a mais em um ano.

O avanço foi impulsionado principalmente pelos microempreendedores individuais (MEIs), que passaram de 32.031 para 41.755 registros no período, uma alta de 30,4%. As microempresas cresceram 1,4%, enquanto as empresas de pequeno porte tiveram aumento de 2,5%.

Entre os setores da economia, os serviços concentraram o maior número de aberturas, com 31.584 novos negócios, o equivalente a 53,8% do total. A indústria registrou 3.793 empresas abertas, crescimento de 29,4%, enquanto a agropecuária apresentou a maior expansão proporcional, de 48%, passando de 396 para 586 novos empreendimentos.

A construção civil também teve alta de 27,8%, enquanto o comércio cresceu 7,8%. Entre os segmentos com maior número de registros, logística e transporte passou de 7.372 para 8.668 novas empresas, avanço de 17,6%.

Pequenos negócios buscam espaço no mercado

O crescimento das formalizações é acompanhado por histórias de empreendedores que buscam transformar ideias em empresas estruturadas. É o caso de Nara Corrêa e Milena Godinho Cardoso, sócias da Que Doce!, marca maranhense de sobremesas congeladas criada a partir da experiência das duas com a confeitaria.

O projeto começou a ser planejado em 2025. Após testes e o desenvolvimento de receitas próprias, as empreendedoras iniciaram as atividades como microempreendedoras individuais (MEIs) e, recentemente, passaram à categoria de microempresa.

A marca lançou a linha Levinho, com quatro sabores: maracujá, morango, chocolate e uva roxa. Os produtos podem ser consumidos congelados, como sorvetes, ou descongelados, quando adquirem consistência cremosa.

Agora, as sócias trabalham na reformulação da identidade visual, das embalagens e da comunicação da marca. Também avançam na regularização da empresa, na adequação da estrutura de produção e no cumprimento das exigências relacionadas à rotulagem e às boas práticas de fabricação.

O objetivo é ampliar a capacidade produtiva e conquistar novos mercados. “Nosso maior sonho é nos tornarmos uma indústria genuinamente maranhense de sobremesas congeladas”, afirma Nara Corrêa.

Orientação e planejamento para crescer

A aproximação com o Sebrae ocorreu por meio do Sindicato das Indústrias de Alimentos do Estado do Maranhão (Siama), vinculado à Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema). Desde então, a empresa recebe orientação da Unidade Regional do Sebrae em São Luís e participa de consultorias voltadas à gestão e ao desenvolvimento do negócio.

O acompanhamento auxilia as empreendedoras no planejamento das próximas etapas, na organização dos processos e na identificação das adequações necessárias para ampliar a produção. Os investimentos são realizados gradualmente, com recursos provenientes das próprias vendas.

Para o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Maranhão, Celso Gonçalo, a expansão dos pequenos negócios está relacionada a fatores como a simplificação dos procedimentos de abertura de empresas, o acesso ao crédito, a capacitação e o fortalecimento do consumo.

O dirigente também destaca a atuação da instituição na oferta de consultorias e ferramentas de gestão para apoiar os empreendedores desde a formalização até a expansão das atividades.

São Luís concentra novas empresas

A distribuição territorial dos registros mostra que São Luís continua sendo o principal polo de abertura de pequenos negócios no estado. São José de Ribamar também apresentou crescimento, passando de 3.023 novas empresas entre janeiro e setembro de 2025 para 3.403 no mesmo período de 2026, uma alta de 12,6%.

Os dados indicam que o avanço do empreendedorismo ocorre em diferentes municípios e setores, embora em ritmos distintos.

Segundo o levantamento, os pequenos negócios representam mais de 95% dos empreendimentos formais e ativos do Maranhão. O crescimento das aberturas reforça a importância de iniciativas que auxiliem os empreendedores na gestão, na regularização e no planejamento financeiro.

Para quem inicia uma atividade, os desafios envolvem conquistar clientes e consolidar os primeiros produtos. Já a expansão exige investimentos, organização dos processos e adequação às normas do mercado.

Na Que Doce!, as próximas etapas incluem o registro da marca no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a reformulação da presença digital e a adequação da estrutura de produção. As sócias pretendem avançar gradualmente até alcançar o objetivo de ampliar a fabricação e transformar a empresa em uma indústria maranhense.

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Estado contabilizou 58,6 mil novas empresas entre janeiro e setembro, com destaque para os microempreendedores individuais; setor de serviços lidera as formalizações.  #OMaranhaoSeInformaAqui

Com informações da TV Capital, canal 8.1 – Balsas/MA

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