Dia Mundial dos Fertilizantes: tecnologia brasileira amplia alternativas para a nutrição das lavouras
O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que utiliza na agricultura, cenário que reforça a importância de ampliar a produção nacional e investir em tecnologias capazes de melhorar o aproveitamento dos nutrientes pelas plantas. No Dia Mundial dos Fertilizantes, celebrado em 13 de outubro, o debate destaca a necessidade de reduzir a dependência externa e fortalecer a segurança do abastecimento para o agronegócio.
Entre as alternativas desenvolvidas no país estão os fertilizantes líquidos e os inoculantes, produtos biológicos que utilizam bactérias capazes de captar o nitrogênio presente no ar e disponibilizá-lo às plantas. Essas tecnologias podem contribuir para uma nutrição mais eficiente das lavouras e ampliar as opções disponíveis aos produtores rurais.
Dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) apontam que as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro caíram 8,8% entre janeiro e julho de 2026. A redução reforça a importância de aprimorar o uso dos insumos disponíveis, especialmente em um setor que depende da regularidade do fornecimento para planejar a produção.
No segmento de bioinsumos, os inoculantes também apresentam avanço. Segundo dados da CropLife Brasil, a área tratada com esses produtos alcançou 9,4 milhões de hectares no primeiro semestre de 2026, crescimento de 38,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O faturamento, entretanto, recuou 21,5%, para R$ 107 milhões.
Os números demonstram a expansão da utilização dos inoculantes, embora o desempenho financeiro do segmento tenha apresentado redução. É importante destacar que nem todos os bioinsumos são destinados à nutrição vegetal: produtos como bioinseticidas, bionematicidas e biofungicidas são utilizados principalmente no controle de pragas e doenças.
Produção nacional e eficiência no campo
Além de ampliar a fabricação de fertilizantes no Brasil, especialistas defendem o investimento em tecnologias que permitam aproveitar melhor os nutrientes aplicados no solo. A estratégia inclui análise de solo, planejamento das doses, parcelamento da adubação e uso de formulações adequadas às necessidades de cada cultura.
Os fertilizantes líquidos podem complementar a adubação convencional, conforme as características do produto e as condições de aplicação. Já os inoculantes contribuem para reduzir a necessidade de nitrogênio mineral em culturas como a soja, por meio da fixação biológica do nitrogênio. Esses produtos, contudo, não substituem a necessidade de fornecer outros nutrientes essenciais, como fósforo, potássio e micronutrientes.
Para Leonardo Sodré, CEO do Grupo GIROAgro, a indústria nacional tem papel estratégico no desenvolvimento de soluções adaptadas às condições dos solos e das lavouras brasileiras.
A ampliação da produção interna, associada à inovação e ao uso eficiente dos insumos, pode oferecer mais alternativas ao produtor rural diante das oscilações de preços e da disponibilidade dos fertilizantes importados.
O desafio envolve, portanto, duas frentes complementares: fortalecer a capacidade brasileira de produzir fertilizantes e tecnologias de nutrição vegetal e, ao mesmo tempo, melhorar a eficiência da adubação no campo. A combinação dessas medidas pode contribuir para reduzir a vulnerabilidade do setor agrícola às oscilações do mercado internacional e apoiar a produtividade das lavouras.
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Tecnologias desenvolvidas no país, como fertilizantes líquidos e inoculantes, ajudam a melhorar o aproveitamento de nutrientes e oferecem alternativas para a nutrição das lavouras. #OMaranhaoSeInformaAqui
Fonte: Press FC Assessoria e Consultoria




