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Água em jejum limpa o intestino? Especialista esclarece mitos sobre a saúde digestiva

Desconfortos como dor no estômago, azia, queimação, inchaço abdominal e prisão de ventre fazem parte da rotina de muitas pessoas. Mas considerar esses sintomas normais ou tentar resolvê-los com receitas caseiras e medicamentos sem orientação pode atrasar o diagnóstico de problemas que precisam de tratamento.

O cirurgião do aparelho digestivo Dr. Lucas Nacif, membro do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD), alerta para a importância de investigar sintomas recorrentes e evitar a automedicação. Entre as condições que podem provocar desconfortos estão a gastrite, o refluxo gastroesofágico e diferentes distúrbios intestinais.

Gastrite emocional: o estresse é o único responsável?

O estresse e os fatores emocionais podem influenciar os sintomas digestivos, mas nem todo desconforto no estômago deve ser atribuído ao estado emocional. Segundo o especialista, sintomas persistentes precisam de avaliação para identificar a causa.

Gastrite, refluxo e úlcera são condições diferentes e podem apresentar manifestações semelhantes. A gastrite é uma inflamação da mucosa do estômago, enquanto o refluxo gastroesofágico ocorre quando o conteúdo gástrico retorna ao esôfago, podendo provocar azia, regurgitação e queimação.

Por isso, tratar um problema acreditando que seja outro pode não resolver os sintomas. A avaliação médica é importante para orientar a investigação e definir o tratamento adequado.

Antiácidos não devem ser usados indiscriminadamente

Outro hábito que merece atenção é o uso frequente de antiácidos e outros medicamentos para aliviar a queimação. Embora esses produtos possam proporcionar alívio em determinadas situações, o uso recorrente sem orientação profissional pode mascarar sintomas e retardar a identificação da causa do problema.

A necessidade constante de recorrer a medicamentos para o estômago é um sinal de que o quadro precisa ser avaliado. A escolha do remédio e o tempo de uso dependem da condição de cada paciente.

Em vez de apenas aliviar o desconforto, é importante investigar por que ele aparece e se existe alguma doença que exija tratamento específico.

Intestino preso não deve ser considerado normal

O funcionamento intestinal também merece atenção. Inchaço abdominal, excesso de gases, constipação e alternância entre prisão de ventre e diarreia podem estar relacionados a hábitos alimentares, hidratação insuficiente, uso de medicamentos ou outras condições de saúde.

Embora a frequência das evacuações varie de pessoa para pessoa, mudanças persistentes no hábito intestinal não devem ser ignoradas. Dependendo do caso, podem estar associadas a alterações alimentares, distúrbios da tireoide ou doenças intestinais.

O especialista também esclarece algumas crenças populares:

  • Café faz o intestino funcionar: a bebida pode estimular a evacuação em algumas pessoas, mas não trata necessariamente a causa da constipação. Além disso, pode agravar sintomas de desconforto em determinados pacientes.
  • Água em jejum limpa o intestino: beber água é fundamental para a hidratação e contribui para o funcionamento intestinal, mas não promove uma limpeza especial do organismo. Uma rotina adequada de hidratação, consumo de fibras e atividade física pode ajudar a prevenir a prisão de ventre.
  • Prisão de ventre é normal, principalmente entre mulheres: a constipação é uma queixa frequente, mas não deve ser simplesmente aceita como inevitável. Quando persistente, merece investigação.

Prevenção começa com atenção aos sinais do corpo

A maioria dos problemas digestivos pode ser tratada de maneira eficaz quando identificada corretamente. Por isso, reconhecer os sintomas, manter hábitos saudáveis e procurar atendimento quando necessário são medidas importantes para preservar a saúde.

Dor abdominal intensa ou persistente, dificuldade para engolir, vômitos recorrentes, perda de peso sem explicação, sangue nas fezes ou fezes muito escuras exigem avaliação médica. Em situações de sintomas intensos ou sangramento, a procura por atendimento deve ser imediata.

A principal orientação é não banalizar o desconforto digestivo nem recorrer repetidamente à automedicação. O acompanhamento profissional permite identificar a origem dos sintomas e estabelecer a conduta mais adequada para cada caso.

Sobre o especialista

O Dr. Lucas Nacif atua nas áreas de cirurgia geral e cirurgia do aparelho digestivo, com experiência em procedimentos hepatobiliares, pancreáticos e transplante de fígado. O médico também trabalha com técnicas minimamente invasivas, incluindo laparoscopia e cirurgia robótica, e é membro da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

Saiba mais:

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Automedicação, diagnósticos caseiros e a normalização de sintomas como azia e queimação podem atrasar a identificação de doenças do estômago e do intestino. Ent #OMaranhaoSeInformaAqui 

Fonte: Assessoria de Imprensa | Publika.aí Comunicação

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