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Unibalsas inicia 25 projetos de pesquisa e extensão com foco nas demandas do Sul do Maranhão

O Centro Universitário Unibalsas iniciou, em agosto, as atividades de 25 projetos de pesquisa e extensão selecionados por meio do Programa de Iniciação Científica (PIC) e do Programa de Fomento à Extensão (PROEX). São 15 projetos de pesquisa e 10 de extensão, com duração de um ano, desenvolvidos em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA).

A iniciativa representa um avanço para a produção de conhecimento no Sul do Maranhão, ao aproximar a universidade das demandas sociais, econômicas, ambientais e educacionais da região. Além de contribuir para a formação dos estudantes, os projetos buscam gerar conhecimentos e soluções que possam ser aplicados diretamente na comunidade.

A seleção ocorreu por meio do Edital COORD.NUPEX nº 01/2026 e do Acordo de Cooperação Técnica nº 14/2026, firmado entre a FAPEMA e o Unibalsas. Os estudantes selecionados recebem bolsas de pesquisa ou extensão e também contam com 25% de desconto nas mensalidades do Centro Universitário.

Segundo o coordenador do Núcleo de Pesquisa e Extensão (NUPEX) do Unibalsas, professor Fábio Roberto Pillatt, um dos principais diferenciais da iniciativa é a possibilidade de desenvolver pesquisas voltadas para problemas e características do próprio território.

“Esses projetos aprovados são relacionados a demandas locais, com produção de conhecimento local. Então, são uma fonte de conhecimento sobre questões regionais”, destacou.

Para o coordenador, o programa também representa um momento importante para o fortalecimento da pesquisa e da extensão na instituição, especialmente por meio da parceria com a FAPEMA, que passou a ampliar o financiamento de pesquisas em instituições privadas de ensino.

“É um passo importante para a Unibalsas, no sentido de fortalecimento da pesquisa e da extensão. Um grande incentivo para uma região que possui muito potencial para pesquisa, mas que ainda precisa ser melhor assistida”, afirmou.

Pesquisa como parte da formação profissional

A participação dos universitários nos projetos permite que a formação acadêmica ultrapasse os limites da sala de aula. Na prática, os estudantes têm contato com métodos de pesquisa, levantamento e análise de dados, elaboração de projetos e produção científica, além de desenvolverem habilidades relacionadas à resolução de problemas.

A experiência também contribui para a formação ética e profissional, preparando os futuros profissionais para compreender melhor a realidade em que irão atuar.

Nos projetos de extensão, essa relação é ainda mais direta. As iniciativas envolvem a participação da comunidade e promovem uma troca entre o conhecimento produzido na universidade e os saberes adquiridos na experiência cotidiana.

De acordo com Fábio Pillatt, essa aproximação entre academia e sociedade é fundamental para que o conhecimento produzido tenha impacto concreto. “São projetos importantes na relação academia-comunidade, fazendo, na prática, a atuação ética do profissional”, explicou.

Projetos abordam diferentes desafios regionais

Entre as pesquisas selecionadas estão estudos relacionados ao agronegócio, sustentabilidade, educação, inteligência artificial, saúde, economia, psicologia, tecnologia, agricultura e meio ambiente.

Na área agrícola, por exemplo, há projetos dedicados à qualidade de sementes de soja, degradação de pastagens, fontes de fósforo para o solo, produção de maracujá em condições de sequeiro e reaproveitamento de resíduos da agroindústria sucroalcooleira.

Também foram selecionadas pesquisas sobre a influência do custo da cesta básica para o consumidor, educação fiscal, transformação digital de organizações da sociedade civil, inteligência artificial no ensino superior e questões relacionadas à saúde e à qualidade de vida de adolescentes.

Outro estudo realizará o levantamento censitário da população canina errante em áreas prioritárias de Balsas, enquanto uma pesquisa investigará processos formativos e competências profissionais na formação em Psicologia.

Na extensão, os projetos apresentam atuação ainda mais próxima da população. Entre as iniciativas estão o Living Lab Balsas Hub 230, curso de informática básica, implantação de composteiras em escolas de tempo integral, capacitação de agricultores familiares, atendimento contábil e fiscal, educação fiscal para crianças, preparação para a liberdade e reconstrução de projetos de vida, ações voltadas à população idosa, assistência terapêutica com animais em serviços de saúde e fortalecimento de vínculos comunitários.

Conhecimento produzido na região

A expectativa do Unibalsas é que os projetos resultem não apenas em experiências acadêmicas para os estudantes, mas também em produção científica capaz de ampliar o conhecimento sobre o Sul do Maranhão.

Ao final do período de execução, previsto para julho de 2027, os projetos deverão apresentar resultados e gerar produção científica. Entre as contrapartidas está a elaboração de artigos científicos, que deverão ser publicados e apresentados em evento científico a ser realizado pelo Unibalsas.

Segundo Fábio Pillatt, a divulgação desses resultados será importante para ampliar o diálogo entre universidade e sociedade.

“Vamos concluir em julho de 2027 e teremos como contrapartida a produção científica, um artigo científico que deverá ser publicado e apresentado em um evento científico que será realizado na Unibalsas, no sentido de publicizar esse conhecimento científico na relação entre academia e sociedade”, afirmou.

Com a iniciativa, o Unibalsas amplia o espaço para que estudantes participem diretamente da produção científica e de ações de impacto social. Para a região, a expectativa é que o conhecimento produzido a partir das características e necessidades locais possa contribuir para a construção de soluções e para o desenvolvimento científico, social e econômico do Sul do Maranhão.

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Iniciativas envolvem estudantes, professores e comunidade e buscam produzir conhecimento científico, fortalecer a formação acadêmica e contribuir para a solução de desafios regionais. #OMaranhaoSeInformaAqui

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