Um grande estudo populacional publicado no European Heart Journal trouxe novas evidências sobre o tratamento da doença arterial coronariana crônica severa em mulheres. A pesquisa comparou os resultados da angioplastia (PCI) e da cirurgia de revascularização miocárdica (CABG).
De acordo com o Dr. Renato Kalil, há vantagens consistentes na abordagem cirúrgica em pacientes adequadamente selecionadas.
Realizado no Canadá, o estudo acompanhou 6.190 mulheres. Segundo os dados, a taxa de complicações vasculares (MACCE) foi significativamente mais alta no grupo submetido à angioplastia 35,8% em comparação à cirurgia 21,5%.
A mortalidade geral e as reinternações por insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral também se mostraram mais frequentes após a prática da angioplastia.
“Embora a angioplastia apresente menor risco imediato durante a internação, a cirurgia de revascularização mostrou benefícios claros no longo prazo, com menor mortalidade e menos complicações cardiovasculares em mulheres bem selecionadas. A decisão deve sempre ser baseada em critérios clínicos, anatômicos e científicos”, afirmou o Dr. Renato Kalil.
O estudo mostrou que a necessidade de novas revascularizações foi significativamente maior após angioplastia, enquanto a cirurgia apresentou maior durabilidade dos resultados.
As conclusões estão alinhadas às diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia, que recomendam a cirurgia como estratégia preferencial para mulheres selecionadas com doença coronariana crônica severa.
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Segundo o especialista, há vantagens consistentes na abordagem cirúrgica em pacientes adequadamente selecionadas. #OMaranhaoSeInformaAqui
Sobre o especialista
Dr. Renato Kalil é Professor Titular do Departamento de Clínica Cirúrgica da UFCSPA e Professor Emérito do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde: Cardiologia, da Fundação Universitária de Cardiologia/Instituto de Cardiologia do RS. É referência nacional em Cirurgia Cardiovascular e Cardiopatias Congênitas, atuando no Hospital Moinhos de Vento, Hospital Divina Providência e Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre.




