Megaobra de R$ 18 bilhões vai ligar Maranhão a Goiás com linha de transmissão de quase 1.500 km
Uma megaobra de transmissão de energia elétrica avaliada em aproximadamente R$ 18 bilhões vai conectar o Maranhão a Goiás por meio de uma linha de quase 1.500 quilômetros, passando pelo Tocantins. O empreendimento, desenvolvido pela empresa chinesa State Grid, é considerado pelo governo federal o maior projeto de transmissão já licitado no Brasil.
A linha Graça Aranha-Silvânia terá cerca de 1.468 quilômetros de extensão e foi planejada para ampliar a capacidade de transporte de energia entre as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O projeto também busca facilitar o escoamento da eletricidade produzida por fontes renováveis, como as usinas solares e eólicas.
O empreendimento envolve 42 municípios nos três estados e prevê a construção de torres metálicas, cabos de alta tensão e grandes instalações elétricas para conectar o corredor de transmissão ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Como funcionará a linha de transmissão?
O sistema utilizará a tecnologia de corrente contínua de ultra-alta tensão, com tensão de ±800 quilovolts (kV). Esse modelo permite transportar grandes quantidades de energia a longas distâncias, com redução das perdas elétricas em comparação com alternativas convencionais em determinadas condições de operação.
A energia será transportada entre a Subestação Graça Aranha, no Maranhão, e a Subestação Silvânia, em Goiás. Nas estações conversoras, equipamentos transformarão a corrente alternada em corrente contínua para o transporte pelo corredor e, na outra extremidade, farão a conversão necessária para integrar a eletricidade à rede nacional.
A infraestrutura foi dimensionada para uma capacidade nominal de 5 gigawatts (GW). Documentos do Ministério de Minas e Energia também mencionam o escoamento de até 4 mil megawatts (MW) em operação contínua, referência que deve ser considerada conforme os critérios técnicos de operação do sistema.
Por que a obra é importante para o Brasil?
A expansão da geração solar e eólica aumenta a necessidade de linhas capazes de transportar eletricidade das regiões produtoras para os centros de consumo. A nova conexão deverá reforçar a infraestrutura elétrica nacional e contribuir para reduzir limitações de transmissão em determinados trechos da rede.
O empreendimento foi incluído no Leilão de Transmissão nº 2/2023, com participação da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) no planejamento.
Em que estágio está a obra?
O projeto avançou para a fase de implantação após a obtenção de autorizações ambientais. Em 2 de junho de 2026, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emitiu a Licença de Instalação nº 1563/2026, autorizando a implantação da linha principal e das estruturas associadas, conforme as condições estabelecidas no licenciamento.
As atividades nas subestações também avançaram em etapas distintas: as obras da unidade de Silvânia começaram em 2025, enquanto a Subestação Graça Aranha recebeu licença para suas obras no início de 2026.
A autorização ambiental permite a execução das intervenções previstas, mas não significa que toda a linha esteja concluída ou pronta para operar.
O que falta para a conclusão?
A implantação envolve a construção das fundações e a montagem das torres, a instalação dos cabos e a conclusão dos equipamentos das subestações. Depois dessa etapa, serão necessários testes e procedimentos técnicos para integrar a estrutura ao sistema elétrico brasileiro.
Quando entrar em operação, a linha Graça Aranha-Silvânia deverá acrescentar uma conexão de alta capacidade à rede nacional, facilitando o transporte de eletricidade por longas distâncias e ampliando as condições de integração entre diferentes regiões do país.
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Projeto da chinesa State Grid prevê conexão entre Maranhão, Tocantins e Goiás, com capacidade de até 5 GW para ampliar o transporte de energia elétrica no Brasil. #OMaranhaoSeInformaAqui
Fonte: O Antagonista




