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Dores nas costas provocaram mais de 445 mil afastamentos do trabalho no Brasil em 2025

As dores nas costas e os transtornos dos discos intervertebrais estão entre os principais motivos de afastamento do trabalho no Brasil. Em 2025, essas duas condições somaram mais de 445 mil benefícios por incapacidade temporária concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), segundo dados da Previdência Social.

A dorsalgia, termo utilizado para designar dores nas costas, liderou o ranking de diagnósticos, com 237.113 benefícios concedidos. Em seguida, aparecem os transtornos dos discos intervertebrais, que incluem problemas como a hérnia de disco, responsáveis por 208.727 concessões.

Ao todo, o país registrou mais de 4,1 milhões de benefícios por incapacidade temporária em 2025, o maior volume dos últimos cinco anos. Os números reforçam o impacto dos problemas musculoesqueléticos na capacidade de trabalho e a importância da prevenção e do diagnóstico adequado.

O Dia da Coluna, celebrado em 16 de outubro, chama a atenção para a necessidade de cuidados com a saúde da coluna vertebral e para o reconhecimento de sintomas que podem comprometer a rotina profissional.

Dores persistentes, formigamento, redução da força e desconforto que se irradia para braços ou pernas devem ser avaliados por um profissional de saúde. Nos casos de hérnia de disco, o tratamento geralmente começa com medidas conservadoras, como medicamentos e fisioterapia. Quando há perda importante de força ou outros déficits neurológicos, pode ser necessária uma avaliação especializada para definir a conduta.

Condições de trabalho podem agravar dores na coluna

As condições em que as atividades profissionais são realizadas também podem contribuir para o surgimento ou agravamento de problemas musculoesqueléticos. Entre eles estão as Lesões por Esforços Repetitivos e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT).

De acordo com o Ministério da Saúde, essas condições podem afetar músculos, tendões, articulações e outras estruturas do sistema musculoesquelético. Entre os sintomas estão dor crônica, formigamento e fadiga muscular, que podem atingir regiões como pescoço, coluna vertebral, ombros, braços e pernas.

Entre os fatores que podem aumentar os riscos estão movimentos repetitivos, sobrecarga física, pressão por produtividade e postos de trabalho sem condições ergonômicas adequadas. O trabalho remoto também pode favorecer problemas quando o ambiente doméstico não oferece estrutura apropriada para a realização das atividades.

No entanto, nem todo afastamento por dor nas costas ou hérnia de disco tem relação direta com o trabalho. Os dados da Previdência incluem benefícios concedidos por incapacidade, independentemente de a doença ter sido causada ou agravada pela atividade profissional.

Segundo dados reunidos pela Associação Brasileira de Ergonomia e Fatores Humanos (Abergo), 94,5% dos benefícios por incapacidade temporária concedidos em 2025 foram classificados como previdenciários, enquanto 5,5% foram considerados acidentários, categoria que reconhece a relação com o trabalho.

Apesar da menor participação, os benefícios acidentários cresceram 26,08% em comparação com 2024. Já os previdenciários tiveram aumento de 14,61% no mesmo período.

Lesões no ombro também provocam afastamentos

Os problemas musculoesqueléticos não se limitam à coluna. As lesões do ombro ocuparam a quinta posição entre os diagnósticos que mais resultaram em afastamentos do trabalho em 2025, com 135.093 benefícios concedidos.

Entre as condições que afetam essa região estão as lesões do manguito rotador, estrutura formada por músculos e tendões que contribuem para a estabilidade e os movimentos do ombro.

Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), essas lesões podem variar de inflamações e tendinites a rupturas parciais ou completas dos tendões. Dor ao levantar o braço, perda de força, dificuldade de movimentação e desconforto mais intenso durante a noite estão entre os sintomas possíveis.

A avaliação médica permite investigar a origem dos sintomas e definir a necessidade de exames, como radiografia, ultrassonografia ou ressonância magnética, conforme cada caso.

Quando o trabalhador pode receber benefício do INSS?

Ter uma doença ou lesão não significa, necessariamente, que o trabalhador precisará se afastar das atividades. A concessão do benefício depende da comprovação da incapacidade temporária para exercer o trabalho habitual e do cumprimento dos requisitos previdenciários.

O auxílio por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença, pode ser concedido ao segurado do INSS que fique incapacitado para o trabalho por mais de 15 dias consecutivos, em razão de doença ou acidente, desde que atenda às exigências legais.

A solicitação pode exigir documentação médica, como atestados, laudos e exames que ajudem a comprovar a condição de saúde e o período estimado de afastamento.

Para trabalhadores com carteira assinada, a empresa é responsável pelo pagamento dos primeiros 15 dias de afastamento. Se a incapacidade ultrapassar esse período, o segurado poderá solicitar o benefício ao INSS, sujeito à análise e ao cumprimento dos critérios estabelecidos.

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Dorsalgia e transtornos dos discos intervertebrais estão entre as principais causas de benefícios por incapacidade temporária; condições de trabalho podem agravar problemas musculoesqueléticos.  #OMaranhaoSeInformaAqui 

Fonte: Experta Media

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