Acusados de homicídios são julgados pelo Tribunal do Júri em Balsas
A 4ª Vara de Balsas realizou, nos dias 1º e 2 de outubro, duas sessões do Tribunal do Júri para julgar acusados de homicídios. Os julgamentos foram presididos pelo juiz Thiago Ferrare Pinto, titular da Comarca de Loreto e designado pela Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão (CGJ-MA).
No primeiro julgamento, realizado em 1º de outubro, Adailton Leão Barros foi julgado pela morte de José Francisco Bastos, ocorrida em 13 de janeiro de 2025. Segundo a denúncia, a vítima caminhava por uma via pública quando foi surpreendida pelo acusado, que teria descido do carro e desferido um golpe de facão.
José Francisco morreu ainda no local. Conforme as investigações, imagens de videomonitoramento ajudaram a identificar o veículo utilizado pelo acusado e a esclarecer a dinâmica do crime.
Adailton se apresentou à polícia acompanhado de advogado e confessou ter atingido a vítima. Em depoimento, afirmou que havia sido vítima de furtos praticados por José Francisco e que, no dia do crime, discutiu com ele após cobrar a devolução de uma lixadeira e uma furadeira. Segundo o acusado, após ser xingado, perdeu o controle e desferiu o golpe.
O Conselho de Sentença decidiu pela absolvição de Adailton.
Segundo julgamento
No dia 2 de outubro, foram julgados Eduardo Leite de Sousa, Marquel Abreu Teixeira e Samara França Araújo, acusados da morte de Daniel Nascimento Barbosa, ocorrida em 13 de julho de 2024.
De acordo com o processo, Daniel estava em uma motocicleta quando passou a ser perseguido por Eduardo. Durante a perseguição, a vítima foi atingida por disparos de arma de fogo. Mesmo após cair, teria sido novamente alvejada.
As investigações apontaram que o alvo seria Pedro, irmão de Daniel. A vítima teria sido confundida com ele por apresentar semelhança física e estar utilizando a motocicleta do irmão.
Ainda segundo a investigação, a motocicleta possuía um rastreador instalado por iniciativa de Eduardo, com auxílio de Marquel, proprietário de uma oficina mecânica. Eduardo teria utilizado o dispositivo para acompanhar a movimentação do veículo, contando também com a participação de Samara.
Durante o processo, Eduardo confessou a autoria do homicídio e relatou a participação dos demais acusados. Marquel confirmou ter solicitado a instalação do rastreador, mas afirmou desconhecer a finalidade pretendida por Eduardo. Samara, por sua vez, confessou ter monitorado a motocicleta e repassado informações sobre a movimentação do veículo.
Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença absolveu Marquel Abreu Teixeira e condenou Eduardo Leite de Sousa a 17 anos e 8 meses de prisão e Samara França Araújo a 10 anos e 10 meses de prisão.
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Dois julgamentos foram realizados pela 4ª Vara nos dias 1º e 2 de outubro; três réus foram condenados e absolvidos em processos distintos. #OMaranhaoSeInformaAqui
Fonte: Assessoria de Comunicação – Corregedoria Geral da Justiça




