Programa ABA para o SUS encerra primeiro ciclo no Maranhão com mais de 7 mil procedimentos
O Programa ABA para o SUS encerrou o primeiro ciclo no Maranhão com mais de 7 mil procedimentos realizados e 255 pacientes acompanhados na rede pública estadual. Os resultados foram apresentados nesta quinta-feira (24), durante o I Workshop do programa, realizado em São Luís.
Pioneira no país, a iniciativa é desenvolvida pelo Governo do Maranhão, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) e da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com o Centro Universitário UNDB e a Faculdade Estácio São Luís.
O programa tem como objetivos ampliar a assistência especializada a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e qualificar profissionais para atuação com base na Análise do Comportamento Aplicada (ABA).
Atualmente, os atendimentos são realizados em três unidades de referência: 70 pacientes no Centro Especializado em Reabilitação (CER) da Cidade Operária, 85 no CER Anexo TEA Olho D’Água e 100 no serviço TEA 12+.
A primeira etapa começou em outubro de 2025, com 20 bolsistas, entre preceptores e residentes acadêmicos e profissionais. A segunda etapa teve início em junho de 2026 e conta atualmente com 22 bolsistas, incluindo preceptores, residentes e assistentes administrativos.
Formação e atendimento
Durante o workshop, foram apresentados resultados do programa e experiências desenvolvidas pelos participantes. A programação também incluiu discussões sobre a formação especializada em ABA e a aplicação dos conhecimentos no atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo representantes das instituições envolvidas, a iniciativa aproxima a formação acadêmica das necessidades da população e contribui para ampliar a oferta de atendimento especializado às pessoas com TEA.
O evento também contou com a apresentação de estudos de caso produzidos a partir dos atendimentos realizados pelos residentes. Ao todo, foram apresentados 15 trabalhos, abordando temas como desenvolvimento de habilidades, comportamento social e participação familiar no tratamento.
Entre os estudos apresentados estiveram pesquisas sobre a aquisição da habilidade de sentar-se, o desenvolvimento de habilidades socialmente relevantes e a participação dos familiares no tratamento de crianças com TEA.
Cartilha para familiares
Durante o evento, também foi lançada a Cartilha ABA no SUS – Orientações para Familiares e Cuidadores de Crianças com Transtorno do Espectro Autista.
A publicação digital é dividida em três volumes e reúne orientações sobre os fundamentos da Análise do Comportamento Aplicada, manejo de comportamentos agressivos e autolesivos e organização da rotina e continuidade do cuidado no ambiente familiar.
Com o encerramento do primeiro ciclo, o programa mantém a segunda etapa em andamento, conciliando atendimento especializado, formação profissional e produção de conhecimento voltados à assistência de crianças com TEA na rede pública estadual.
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Iniciativa reúne atendimento especializado, formação profissional e pesquisa voltada a crianças com TEA. #OMaranhaoSeInformaAqui
Fonte: Agência de Notícias




