Acusado de matar Delegado de Polícia Civil no Maranhão é condenado a 43 anos de prisão
Em sessão do Tribunal do Júri ocorrida nesta terça-feira (17), em Caxias, o Conselho de Sentença decidiu pela culpabilidade de Leandro da Silva Sousa. Ele estava sendo acusado de ter matado o Delegado de Polícia Civil Márcio Mendes Silveira, e de ter tentado contra a vida dos investigadores Idelmar Felismino Ibiapina e Valdemir Moraes da Silva Júnior. Os crimes ocorreram em 10 de julho de 2025, durante o cumprimento de um mandado de prisão no Povoado Jenipapeiro, zona rural de Caxias.
O Conselho de Sentença acatou as qualificadoras de motivo fútil, recurso que impossibilitou a defesa das vítimas e crime praticado contra autoridade de segurança pública no exercício da função, além de condenar o réu, Leandro da Silva Sousa, pelo crime conexo de receptação de uma motocicleta. A pena total aplicada foi de 43 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, além de 10 dias-multa.
O CASO
O delegado Márcio Mendes e a equipe foram até o povoado Jenipapeiro, localidade da zona rural de Caxias, nas primeiras horas do dia 10 de julho de 2025, para cumprir um mandado de prisão preventiva por crime de roubo. Segundo as investigações da polícia, ao chegarem à residência do investigado, os policiais foram recebidos a tiros de espingarda. Márcio foi atingido na região do pescoço e morreu. Os outros dois agentes foram socorridos com ferimentos de menor gravidade.
Segundo o apurado, Márcio Mendes, que seguia à frente, foi alvejado com um tiro de espingarda Calibre 20, tendo o mesmo disparo atingido Idelmar nas regiões do braço e da coxa. Em seguida, o investigador Valdemir Moraes, ao tentar entrar pela porta dos fundos para prestar socorro, também foi alvejado por outro disparo, sofrendo fratura no antebraço e na mão direita.
Os crimes causaram grande comoção e foi amplamente noticiado na imprensa local e nacional.
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O Conselho de Sentença acatou as qualificadoras de motivo fútil, recurso que impossibilitou a defesa das vítimas e crime praticado contra autoridade de segurança pública no exercício da função. #OMaranhaoSeInformaAqui
Assessoria de Comunicação – Corregedoria Geral da Justiça




