Balsas registra mais de um ano sem mortes maternas na rede regional de saúde
O Hospital Regional de Balsas alcançou a marca de 432 dias sem registro de mortes maternas, enquanto a Região de Saúde de Balsas completou mais de um ano sem ocorrência desse tipo de óbito. Os resultados destacam a importância da prevenção, do acompanhamento das gestantes e da identificação precoce de riscos durante a gravidez, o parto e o período pós-parto.
O último óbito materno registrado no Hospital Regional de Balsas ocorreu em 2 de agosto de 2025. Já na Região de Saúde, que abrange 13 municípios e atende a uma população estimada em 242 mil habitantes, o último caso foi registrado em 7 de outubro de 2025.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), os resultados estão associados ao fortalecimento da assistência materno-infantil na rede pública, com iniciativas voltadas à qualificação dos atendimentos e à ampliação do cuidado às gestantes e puérperas.
Entre as ações desenvolvidas está o Projeto Emanuela, realizado pelo Governo do Maranhão em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS). A iniciativa busca contribuir para a redução das mortes maternas e infantis por meio da melhoria da assistência à mulher, desde o planejamento reprodutivo até a gestação, o parto e o período após o nascimento.
O projeto também prevê a integração entre unidades básicas de saúde, hospitais e demais serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), facilitando o encaminhamento de gestantes para o pré-natal de alto risco e a organização da assistência ao parto e ao recém-nascido.
Outra frente de atuação é a capacitação dos profissionais de saúde para reconhecer fatores de risco e aprimorar o acompanhamento das mulheres e das crianças. As ações incluem ainda a prevenção da gravidez na adolescência e o fortalecimento da cobertura vacinal, especialmente contra a tuberculose, por meio da vacina BCG, e contra a hepatite B.
Segundo a secretária de Estado da Saúde, Liliane Neves Carvalho, o resultado reforça a necessidade de investir na prevenção, na identificação precoce de complicações e na qualificação das equipes para garantir atendimento mais seguro às gestantes, mães e crianças.
A integração entre a Atenção Primária à Saúde, os serviços hospitalares e a vigilância em saúde é considerada fundamental para identificar possíveis falhas no atendimento, melhorar os fluxos de assistência e prevenir mortes evitáveis.
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Estratégias de prevenção, identificação precoce de riscos e qualificação dos profissionais buscam garantir mais segurança às gestantes e puérperas. #OMaranhaoSeInformaAqui
Fonte: Agência de Notícias




