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Crime organizado usa drones para monitorar policiais e desafiar forças de segurança

O uso de drones pelo crime organizado tem ampliado os desafios das forças de segurança no Brasil. As aeronaves são utilizadas para monitorar a movimentação de policiais, observar áreas estratégicas e, em alguns casos, transportar objetos e substâncias ilícitas. A prática cria novas dificuldades para a proteção de presídios e de instalações como portos, mineradoras e unidades de energia.

Entre janeiro e agosto de 2026, a Polícia Militar do Rio de Janeiro apreendeu mais de 40 drones, número superior ao registrado durante todo o ano de 2025, quando pouco mais de 20 equipamentos foram recolhidos.

Um dos casos ocorreu em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde um homem foi preso suspeito de utilizar um drone para monitorar policiais e grupos rivais a serviço do tráfico de drogas.

Para Hen Harel, CEO e fundador da empresa Ôguen, especializada em tecnologias de detecção de drones e segurança perimetral, o cenário exige que o planejamento de segurança também considere o espaço aéreo de baixa altitude.

Segundo o especialista, o uso recorrente dessas aeronaves pode transformar os drones em ferramentas de vigilância e coleta de informações para organizações criminosas.

Drones também são usados em tentativas de entrada de ilícitos em presídios

Em agosto de 2026, uma operação conjunta da Força Penal Nacional e da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul interceptou dois drones utilizados em uma tentativa de introduzir celulares e substâncias ilícitas na Penitenciária Estadual Jair Ferreira de Carvalho, em Campo Grande.

A utilização desses equipamentos também representa um risco para instalações de energia, portos e áreas de mineração. Nessas estruturas, aeronaves não autorizadas podem observar acessos, rotinas operacionais e pontos sensíveis sem que o operador precise entrar fisicamente no local.

Detecção e identificação são etapas da proteção

Drones de pequeno porte podem voar em baixa altitude, aproximar-se por diferentes direções e permanecer pouco tempo sobre uma área. Por isso, a identificação de possíveis ameaças pode exigir a combinação de tecnologias, como sensores de radiofrequência, análise de trajetória e confirmação visual.

A finalidade é identificar a aeronave, avaliar o risco e permitir uma resposta adequada. Nem todo voo não reconhecido representa uma ameaça, mas a detecção antecipada pode ajudar a reduzir o tempo necessário para compreender a situação.

Regras para operações com drones

A regulamentação também integra o debate sobre a segurança aérea. O Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) nº 100 entrou em vigor em 16 de junho de 2026 e estabelece categorias para as operações civis com drones, conforme o nível de risco: Aberta, Específica e Certificada.

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) mantém o sistema SARPAS para procedimentos relacionados ao acesso ao espaço aéreo brasileiro.

O tema também está em discussão no Congresso Nacional, por meio do Projeto de Lei nº 3.611/2021, que busca estabelecer regras para o uso de drones por órgãos de segurança pública.

Para Hen Harel, a proteção de áreas estratégicas depende da capacidade de detectar aeronaves não autorizadas, identificar suas características e avaliar o risco antes que elas cumpram uma possível finalidade criminosa.

Presídios, instalações de energia, portos, mineradoras e forças de segurança enfrentam situações distintas, mas compartilham o desafio de proteger áreas que podem ser monitoradas ou acessadas por via aérea.

Sobre a Ôguen

Fundada em 2016, a Ôguen atua no segmento de segurança perimetral e oferece soluções tecnológicas, incluindo radares, sistemas de detecção, drones e tecnologias antidrones. A empresa atende setores como energia, mineração, agronegócio, indústria, logística e governo. Mais informações: www.oguen.com.

O Maranhão se informa aqui –  Preso no Maranhão, suspeito de homicídio e liderança de facção criminosa no Amapá 

Mais de 40 equipamentos foram apreendidos pela Polícia Militar entre janeiro e agosto de 2026; tecnologia também é usada em tentativas de entrada de ilícitos em presídios. #OMaranhaoSeInformaAqui 

Fonte: Assessoria de Imprensa –  Ôguen

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