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Golpes digitais avançam e biometria facial ganha espaço como nova barreira de segurança

A transformação digital trouxe praticidade para consumidores e empresas, mas também abriu novas portas para criminosos. O avanço de golpes praticados por WhatsApp, páginas falsas, phishing e vazamentos de dados mostra que as tradicionais senhas e confirmações por SMS já não oferecem, sozinhas, a proteção necessária para uma economia cada vez mais digital.

Nesse cenário, a biometria facial começa a deixar de ser apenas uma ferramenta associada ao desbloqueio de celulares ou ao acesso a aplicativos bancários. A tecnologia passa a ocupar espaço também nas etapas de cadastro, login e pagamento, especialmente em operações consideradas de maior risco.

Dados oficiais e levantamentos do setor de segurança digital mostram a dimensão do problema. O Brasil registra milhões de ocorrências relacionadas a estelionatos e fraudes digitais todos os anos, muitas delas iniciadas por abordagens em aplicativos de mensagens ou por links fraudulentos. Para as empresas, o prejuízo não termina na transação indevida: vêm também os chargebacks, os custos de investigação, a perda de receita e o desgaste da confiança do consumidor.

É justamente nessa etapa que soluções de autenticação biométrica ganham relevância. A CertiFace, IDTech especializada em prevenção a fraudes e autenticação de identidade digital, trabalha com sistemas de Prova de Vida (Liveness Detection), capazes de verificar se a pessoa diante da câmera é, de fato, um indivíduo presente naquele momento.

A tecnologia utiliza características como profundidade, reflexos e micro movimentos da face para dificultar tentativas de fraude com fotografias, vídeos, gravações de tela e outros recursos utilizados para simular a identidade de uma vítima.

Na prática, a proposta é simples: dificultar que dados roubados sejam suficientes para concluir uma operação. Se o criminoso consegue obter uma senha, um número de cartão ou informações pessoais, ainda precisa superar uma camada adicional de confirmação da identidade.

É uma mudança importante na lógica de segurança. Durante anos, boa parte da proteção digital esteve baseada naquilo que o usuário sabe, como uma senha ou código. Agora, cresce a utilização daquilo que o usuário é, por meio de características biométricas.

“Muitas organizações ainda tratam a validação de identidade como uma burocracia técnica, mas, na realidade, ela é uma blindagem direta dos recursos da empresa. Cada fraude evitada representa a manutenção da saúde financeira e da viabilidade do negócio”, afirma Dilson de Sá, CEO da CertiFace.

Para o executivo, a prevenção precisa fazer parte da estratégia empresarial, e não aparecer apenas depois que o prejuízo já ocorreu. “Mitigar fraudes logo na porta de entrada é a forma mais eficaz de proteger a operação e evitar a perda de recursos no médio e longo prazo”, avalia.

Mas tecnologia, por si só, não resolve o problema. O consumidor continua sendo uma das principais linhas de defesa. Golpes envolvendo supostos entregadores, por exemplo, podem explorar justamente a confiança e a pressa na hora de receber uma encomenda. Pedidos para fotografar o rosto utilizando o celular de terceiros ou acessar links enviados fora dos canais oficiais devem ser tratados como sinais de alerta.

A recomendação é que qualquer processo de identificação facial seja realizado dentro dos aplicativos ou ambientes oficiais da empresa, com conexão segura e sem a necessidade de entregar o aparelho ou dados pessoais a terceiros.

A tendência, portanto, aponta para uma combinação entre tecnologia e conscientização. A biometria pode fechar algumas das brechas deixadas pelo roubo de senhas e dados, mas a segurança digital continua dependendo também da capacidade do consumidor de reconhecer abordagens suspeitas.

No fim das contas, a corrida contra as fraudes digitais deixou de ser apenas uma disputa entre hackers e sistemas de segurança. É também uma disputa pela confiança do consumidor. E, nesse cenário, empresas que conseguirem tornar suas operações mais seguras sem transformar a experiência de compra em uma barreira provavelmente sairão na frente.

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Tecnologias de prova de vida buscam reduzir fraudes com dados roubados, cartões clonados e tentativas de manipulação por inteligência artificial.  #OMaranhaoSeInformaAqui 

Por Thiago Patrício

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