Destaques

Falta de mediação de leitura na infância impulsiona editoras a investir em experiências interativas

Apesar de ser prioridade nas políticas públicas, a garantia do acesso à leitura na primeira infância ainda apresenta deficiências. Segundo a pesquisa Avaliação da Qualidade da Educação Infantil: um retrato pós-BNCC, realizada entre 2021 e 2022 pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, em conjunto com outras entidades, apenas 45% das turmas de Educação Infantil no Brasil realizam leitura mediada — sendo 5% sem foco pedagógico.

Os dados da pesquisa também mostram que, embora 83% das unidades de Educação Infantil do país possuam livros de histórias, apenas 10% oferecem acesso livre às crianças. Além disso, 39% das turmas de creches e pré-escolas não incluem atividades literárias na rotina, e somente 27% promovem momentos de leitura compartilhada. Os números apontam que possuir acervo não garante, necessariamente, o acesso efetivo à leitura, considerada essencial para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social na primeira infância.

Nesse contexto, editoras passaram a investir em novos formatos para despertar o interesse infantil pela leitura. A integração entre o livro físico e o ambiente digital é uma das estratégias adotadas para tornar a experiência mais atrativa e apoiar pais e professores na mediação. A Bom Bom Book’s, especializada em literatura infantil e infantojuvenil, por exemplo, incorpora recursos como audiobooks, jogos educativos e manuais de mediação acessados por QR Code em suas coleções.

“Buscamos despertar o interesse das crianças pelo universo da literatura e oferecer ferramentas que ajudem pais e educadores a transformar a leitura em uma experiência prazerosa”, afirma Jéssica Bruin, CEO da editora e complementa: “O contato com a leitura desde cedo amplia significativamente o repertório das crianças, fortalece as conexões cerebrais, estimula a imaginação e, ao mesmo tempo, cria vínculos afetivos que fazem com que elas se sintam mais seguras, acolhidas e preparadas para o futuro.” A Bom Bom Book’s acaba de lançar a coleção O que cabe no meu mundo & O Pequeno Príncipe, inspirada no clássico de Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe.

A coleção é um crossover literário entre personagens da série O que cabe no meu mundo, criada pela editora, e o universo do clássico de Antoine de Saint-Exupéry. Ao longo de 10 volumes, os personagens brasileiros embarcam em uma jornada simbólica que revisita temas como amizade, frustração, responsabilidade, empatia e amadurecimento emocional. Composta por 10 volumes, a obra foi desenvolvida para apoiar adultos na condução da leitura e torná-la mais envolvente para as novas gerações.

Especialistas e iniciativas públicas e privadas convergem no mesmo ponto: mais do que disponibilizar livros, é fundamental garantir acesso, mediação qualificada e experiências que fortaleçam o vínculo das crianças com a literatura. Nesse cenário, iniciativas que combinam conteúdo literário e recursos interativos ganham relevância ao contribuir para ampliar o interesse pela leitura e apoiar a formação de novos leitores desde os primeiros anos de vida.

Sobre a Bom Bom Book’s
A Bom Bom Book’s é uma editora brasileira especializada em literatura infantil e infantojuvenil, com sede no Guarujá (SP) e produção internacional na China. Fundada oficialmente em 2015, em Belo Horizonte, a marca nasceu da experiência familiar no mercado editorial desde a década de 1980. Seus livros são vendidos em 72 países, traduzidos para sete idiomas e utilizados em escolas e programas educativos em todo o mundo. A editora é reconhecida por seu catálogo de obras com curadoria especializada e foco em temas como educação emocional, sustentabilidade, diversidade e desenvolvimento cognitivo infantil.

O Maranhão se informa aqui – Dia Mundial do Rim será celebrado com ação de conscientização no Hemomar em Balsas

Apesar dos avanços nas políticas públicas brasileiras, só 45% das turmas nas escolas têm leitura mediada no país#OMaranhaoSeInformaAqui

Fonte: Thriz Comunicação

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo