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SUS em festa: Brasil passa a oferecer imunobiológico para proteção de bebês

Neste ano, o Ministério da Saúde iniciou a oferta no SUS do Nirsevimabe, um anticorpo que garante proteção imediata contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite e de internações em bebês, especialmente em períodos sazonais, onde há um evidente aumento das taxas de ocupação de leitos de unidades neonatal e pediátricos.

No Brasil, nos primeiros três meses de 2023, o VSR foi responsável por 30% das doenças respiratórias, com 95% dos registros atingindo crianças de 0 a 4 anos. Dados recentes, do período de janeiro a outubro de 2025, mostraram que os casos de VSR e óbitos aumentaram mais de 60% em comparação ao mesmo período de 2024, destacando o alto risco da doença para a faixa etária.

A estratégia tem como público-alvo os recém-nascidos prematuros, com idade gestacional até 36 semanas e 6 dias, e para as crianças menores de dois anos (1 ano, 11 meses e 29 dias) com comorbidades específicas: cardiopatia congênita, broncodisplasia, imunocomprometimento grave, síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromuscular e anomalias congênitas das vias aéreas.

O envio das doses para todos os estados do Brasil, iniciaram em fevereiro, e foram mais de 300 mil doses distribuídas para início imediato da aplicação. Considerando que a indicação para recebimento do imunobiológico são para prematuros e menores de 2 anos com comorbidades, essa quantidade inicial é baseada nos dados de 2024, quando o país registrou cerca de 300 mil partos prematuros, representando aproximadamente 12% do total de nascimentos no país.

Somando esforços nessa batalha o SUS também incorporou dentro do calendário de vacinas para gestantes, com idade gestacional a partir de 28 semanas, a vacina contra o mesmo vírus, com distribuição em dezembro do ano passado. Com a vacinação de gestantes, os anticorpos são produzidos pela mãe, e transferidos ao bebê através da placenta, protegendo-o desde o nascimento até os 6 meses de vida.

O objetivo das duas estratégias são: proteger bebês e crianças pequenas contra infecções graves causadas pelo VSR, como a bronquiolite e a pneumonia. E com isso reduzir o número de internações hospitalares, especialmente, em unidades de terapia intensiva.

A cereja do bolo desta festa será a comemoração da redução da morbimortalidade infantil, com a introdução do Nirsevimabe no SUS, especialmente em maternidades. A meta é salvar vidas e a proteção é de longa duração. A apenas uma injeção/dose, o anticorpo já oferece proteção durante toda a temporada de circulação do VSR. É importante saber que gestantes vacinadas contra o VSR não impedem o recém-nascido, dentro dos critérios estabelecidos, de também receber a sua dose.

O Nirsevimabe estará disponível nos locais que integram a Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE), conforme pactuação das Comissões Intergestores Bipartite (CIB) de cada estado. A depender da pactuação, os locais para administração podem variar entre os municípios: como maternidades, centros de referência e unidades básicas de saúde. A solicitação do imunobiológico poderá ser realizada por médicos e enfermeiros, desde que se cumpram todos os requisitos das notas técnica já publicadas.

A incorporação do Nirsevimabe representa um avanço estratégico do Ministério da Saúde para proteger esses bebês no período de maior vulnerabilidade, complementando as estratégias de imunização existentes, informou o governo federal.

Janaina Aparecida Tintori é Enfermeira especialista em Obstetrícia. Doutora e Mestre em Ciências.  Professora da Escola Superior de Saúde Única da UNITER.

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A medida é voltada a recém-nascidos prematuros e crianças menores de dois anos com comorbidades, grupo mais vulnerável às formas graves da doença, cujos casos e óbitos cresceram nos últimos anos.   #OMaranhaoSeInformaAqui

Por *Janaina Aparecida Tintori

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