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Judiciário de Riachão condena acusados de homicídios a penas de 12 anos de reclusão

O juiz Lucas Alves Silva Caland, titular de São Domingos do Azeitão, presidiu na última semana três sessões de julgamento na Comarca de Riachão. Os júris ocorreram nos dias 3, 4 e 5 de novembro, no auditório da Prefeitura Municipal de Riachão, e tiveram como réus Victor Emanuel Silva Mota, Arnaldo da Silva Noleto e Tragino da Silva Cruz, respectivamente. Na primeira sessão, Victor Emanuel foi julgado sob acusação de ter matado Luís Gustavo Ramos dos Santos, em 24 de abril de 2023. O Conselho de Sentença decidiu que Victor era culpado. Ele recebeu a pena definitiva de 12 anos de prisão.

Sobre o caso, a denúncia relata que a guarnição da Polícia Militar de Riachão foi acionada via COPOM e tomou conhecimento de que uma pessoa havia baleado outra. Ao chegarem no local, os policiais encontraram Victor Emanuel portando uma arma, supostamente utilizada no crime, oportunidade em que foi realizada a prisão em flagrante do denunciado. Foi apurado que Victor matou Luís motivado por vingança, em razão de uma dívida decorrente de tráfico de drogas que a vítima possuía com ele. A segunda sessão do Tribunal do Júri apresentou como réu Arnaldo da Silva Noleto, acusado de assassinato, que teve como vítima Reginaldo Rodrigues dos Santos. 

Conforme o inquérito policial, em 18 de junho de 2016, o denunciado estava armado com uma pistola, participando de uma festa. A vítima estava no mesmo local, com alguns amigos. Por volta das 18h, o denunciado decidiu ir para casa, quando, ao passar pela cancela, viu a vítima, iniciando-se uma discussão. Em seguida, o denunciado teria sacado a arma e disparado algumas vezes, matando Reginaldo. Após ter disparado contra a vítima, o denunciado foi impedido de fugir pelas pessoas que estavam na festa. A polícia militar foi acionada e prendeu Arnaldo em flagrante. A vítima foi socorrida, mas acabou morrendo no hospital. No julgamento, Arnaldo Noleto foi absolvido pelo Conselho de Sentença.

MATOU A PAULADAS

Na terceira sessão, o réu foi Tragino da Silva Cruz, julgado sob acusação de ter matado Sebastião Lima Santana, em 19 de julho de 2021. De acordo com a denúncia, Sebastião foi morto a pauladas, próximo ao campo de futebol do Juá. A polícia apurou que o autor do crime foi Tragino, que, para isso, teria utilizado um pedaço de madeira de aproximadamente um metro de comprimento. Uma testemunha, em depoimento à polícia, disse que estava saindo de casa, quando avistou Tragino com um pedaço de madeira. Disse, ainda, que ao lado estava o corpo da vítima, com a face lesionada e irreconhecível, em razão do espancamento.

Outras testemunhas afirmaram que duas pessoas estavam ao lado de Tragino na hora do crime, com o objetivo de que ninguém se metesse na ação do denunciado. A guarnição da Polícia Militar saiu à procura dos suspeitos, quando avistou uma dupla de motoqueiros. No caso, estavam na motocicleta o denunciado e outro homem. Eles estavam indo em direção à zona rural, saindo do bairro Nova Primavera. Conforme apurado, o motivo seria o fato de a vítima ter, supostamente, furtado uma bicicleta do denunciado. Ao final da sessão de julgamento, o Conselho de Sentença decidiu que Tragino era culpado. Ele recebeu a pena definitiva de 12 anos de reclusão.

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O tribunal do Júri condenou um dos acusados que tirou a vida da vítima a pauladas; no segundo caso a vítima foi assassinada a tiros. #OMaranhaoSeInformaAqui

Fonte: Assessoria de Comunicação – Corregedoria Geral da Justiça

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