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Dia dos Pais? Mais de 41 mil crianças foram registradas no Brasil apenas com o nome da mãe

“Dia dos Pais pra mim é um dia normal, às vezes só lembro porque vejo propagandas na televisão. Nunca conheci o meu e nem faço questão. Minha avó me criou muito bem”. Esse é o relato do mecânico Gustavo Henrique que, assim como muitos brasileiros, não conhece o fato de ter um pai dentro de casa.

O Dia dos Pais, celebrado no segundo domingo de agosto, tem como objetivo homenagear a figura paterna. Segundo dados divulgados pela Câmara de Diferentes Lojistas (CDL), este ano a data comemorativa deve movimentar R$ 25 bilhões no comércio. Parece muito, certo? Mas não é! Em comparação com o Dia das Mães, por exemplo, o movimento no comércio foi quase o dobro: mais de R$ 40 bilhões. Por que isso acontece?
De acordo com as estatísticas, a presença paterna não existe na maioria dos lares brasileiros. Até maio de 2024, mais de 41 mil crianças foram registradas apenas com o nome da mãe, segundo o portal da Transparência do Registro Civil.

Segundo o professor de psicologia da Facimp Wyden, Roneldo Moura, diversos fatores contribuem para essa realidade: “Um dos fatores sociais é a mudança nas estruturas familiares, como o aumento das taxas de divórcio e separação, que podem resultar em uma maior incidência de famílias monoparentais, onde a mãe geralmente fica com a guarda dos filhos”, explica.

No aspecto econômico, a falta de oportunidades de emprego estável tem um impacto significativo. “O desemprego e o subemprego levam muitos homens a migrarem em busca de trabalho, resultando em uma ausência física prolongada do lar”, destaca o professor. “Além disso, a cultura machista pode desvalorizar o papel do pai na criação dos filhos, promovendo a ideia de que a responsabilidade parental é primariamente da mãe”, comenta.

IMPACTOS

A ausência do pai pode afetar a dinâmica familiar e o desenvolvimento das crianças de diversas maneiras. “Essa ausência resulta em um aumento da responsabilidade materna, com a mãe muitas vezes assumindo um papel duplo de provedora e cuidadora, o que pode levar a uma sobrecarga de responsabilidades e estresse”, explica o professor.
No desenvolvimento das crianças, os impactos são significativos. “Crianças sem a figura paterna podem experimentar sentimentos de abandono, baixa autoestima e insegurança”, alerta Moura.

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Até maio de 2024, mais de 41 mil crianças foram registradas apenas com o nome da mãe, segundo o portal da Transparência do Registro Civil.  #OMaranhaoSeInformaAqui

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