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Jornalista balsense é vencedora do Prêmio República de Valorização da ANPR

O documentário sobre a guerra de facções em presídios brasileiros, exibida no programa Câmera Record, venceu na categoria jornalismo do Prêmio República de Valorização do Ministério Público Federal (MPE), da Associação Nacional dos Procuradores da República, (ANPR).

A produção vencedora “Dossiê Presídios: a guerra das facções”, do programa Câmera Record, foi exibida em janeiro de 2017, investigou e levou ao público um especial exclusivo sobre as conexões do crime organizado e mostrou o motivo das cadeias brasileiras terem se transformado em arenas de guerra, além de escancarar os segredos das facções criminosas, como o Sindicato RN, Família do Norte, Comando Vermelho, PCC e o Bonde dos 40.

Em São Luís, a reportagem conseguiu, com exclusividade, entrar no Complexo Penitenciário de Pedrinhas após o assassinato de 22 presos em 2013. A equipe de TV, formada pela repórter balsense Andressa Miranda, o repórter cinegrafista Jucivaldo Silva, a produtora Sheila Fernandes de São Paulo, que veio ao Maranhão para a superprodução, teve como objetivo entrevistar 4 líderes das principais facções do estado.

Repórter Andressa Miranda

“Nós entramos no presídio e ficamos lá dentro por umas 4 horas. A conversa com os integrantes do bonde dos 40 foi o destaque em praticamente todas as chamadas do programa, principalmente pela forma em que se mostravam os mais importantes do Maranhão. Eu já entrei várias vezes no complexo, mas esta foi a vez que falei com os homens apontados como chefes. O desafio era bem maior desta vez, mas conseguimos produzir um bom material que, somado ao trabalho de outros colegas jornalistas da RecordTV, resultou no documentário”, declarou Andressa.

Este é o segundo prêmio na carreira da repórter que destacou a experiência dessa segunda conquista:Estou muito feliz em ver que meu trabalho contribui para fazer história dentro desta emissora. Esta é a segunda vez que sou premiada por produzir aqui no Maranhão um conteúdo para o núcleo de reportagens especiais da Record TV. Minha trajetória até aqui é de muito empenho e a cada vez que meu trabalho é reconhecido desta forma, me lembro que Deus me trouxe até aqui e me guia exatamente em tudo que eu faço. Fazer parte desta equipe que está escrevendo uma história brilhante com premiações sucessivas me faz ver que o caminho que trilho foi desenhado por Deus. Eu vim de Balsas, extremo sul, e estou aqui a cada dia tendo grandes experiências, na profissão que Deus me deu, eu fico maravilhada toda vez”, concluiu.

Rafel Gomide, chefe de redação da RecordTV, destacou a importância do prêmio para a emissora, como um dos mais importantes do país. “A reportagem foi importante para esclarecer às pessoas o que estava ocorrendo no país naquele momento. Havia muita notícia sobre o que estava acontecendo [rebeliões em várias penitenciárias], mas ninguém explicava por qual motivo ocorria tantas matanças dentro dos presídios. Nós decidimos que deveríamos explicar o que era essa disputa da rota do tráfico”.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, uma das juradas do prêmio, classificou as matérias vencedoras como “inspiradoras” para o trabalho diário dos procuradores do MPF (Ministério Público Federal). Ao premiá-los, a ANPR reconhece no trabalho deles um exemplo inspirador para cada um de nós.

Esta foi a sexta edição do prêmio, que tem como missão integrar os principais elementos da luta pela cidadania e pelos direitos humanos. Os trabalhos foram analisados por 12 jurados convidados, que levaram em consideração os seguintes aspectos nas reportagens: eficiência, alcance social, criatividade, potencial de multiplicação e complexidade.

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